What we talk about when we talk about love

Em 02.03.2016   Arquivado em Cinema, Livros, Pessoal

Stuck in Love é um drama familiar, com personagens bem construídos e um roteiro com um desenrolar um tanto lento, mas não daqueles que deixa entediado, e sim daqueles que vai fluindo de forma natural. Eu assisti ao filme sem esperar absolutamente nada e, aos olhos dos desatentos, ele torna-se mais um filme comum sobre problemas comuns em uma família normal.

Bill e Erica já estão divorciados há três anos, ela casou novamente, mas ele não conseguiu seguir em frente. Bill ainda usa aliança e espiona a ex-mulher frequentemente. A filha mais velha do casal, Samantha, está publicando seu primeiro romance, ao mesmo tempo que evita se apaixonar. Rusty, o filho mais novo, por outro lado, está apaixonado por uma menina problemática e faz de tudo para ser notado por ela. Cada personagem vive sua própria história, em meio a livros e paixões não resolvidas, e cada um, ao seu modo, busca fazer parte da família.

Stuck in Love é um filme sobre laços; sobre a criação e fortalecimento de laços. É um filme onde os personagens descobrem que, de alguma forma, estão, sim, ligados pelo amor. Mas de que afinal nós falamos quando falamos sobre amor? E é então chegamos ao título desse post.

Bill é um escritor renomado e, quando convidado a falar diante de outros aspirantes a escritores durante a festa de lançamento do livro de sua filha Samantha, compartilha com os ouvintes a frase final de seu livro preferido, um livro de contos chamado “What We Talk Abou When We Talk About Love” (De Que Nós Falamos Quando Falamos Sobre Amor):

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Eu gostei tanto da passagem e do título do livro que, ao final do filme, corri para baixar. E então eu li o conto que leva esse título. Reunidos para um jantar, dois casais amigos discutem sobre o que é o amor. E é difícil definir, porque cada um tem sua própria concepção. Amamos apenas uma única pessoa ao longo das nossas vidas? Se amamos alguém hoje, então isso nos impede de amar outra pessoa no futuro? E as pessoas do nosso passado, a gente realmente amou ou só achou que amava?

É um conto pequeno, e eu li em inglês mesmo porque é de fácil compreensão. A linguagem do conto é de fácil compreensão, não a temática, não o amor.

E se alguém me perguntar sobre o que é esse post afinal de contas eu não saberei responder. É sobre o filme Stuck in Love? Poderia ser, porque é um filme que eu realmente acho que deve ser assistido, principalmente por quem gosta de dramas familiares. É sobre o livro What We Talk About When We Talk About Love? Também, porque a leitura, apesar de rápida, é maravilhosa. E as reflexões que ela deixa depois não são tão passageiras assim.

Provavelmente esse post é sobre amar. Sobre as diferentes formas de amar, as diferentes formas de sentir e viver o amor, de defini-lo. Ou talvez seja só mais uma divagação sem sentido. Pego emprestado uma passagem do conto e pergunto: “am I wrong? Am I way off base? Because I want you to set me straight if you think I’m wrong. I want to know. I mean, I don’t know anything.”

O fato é que, alguma coisa nesse filme, e nesse livro, principalmente, me tocou profundamente e me fizeram questionar coisas que talvez eu não tivesse parado para pensar antes. O título do livro realmente me chamou atenção e acredito que o questionamento seja incrivelmente válido: de que nós falamos quando falamos sobre amor?

“I could hear my heart beating. I could hear everyone’s heart. I could hear the human noise we sat there making. Not one of us moving, not even when the room went dark.”