[Cinema] Lagartos e abóboras e gentileza

Em 31.03.2015   Arquivado em Cinema

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Acabei de assistir Cinderella e estou tão empolgada que nem sei por onde começar. Sou completamente suspeita para falar de qualquer produção da Disney, principalmente se tratando de clássicos. Cinderella nunca foi minha princesa preferida, para falar a verdade, eu a olhava meio de nariz torcido. Não sei se por causa do meu gênio forte (lê-se barraqueira e desbocada), mas ela sempre me pareceu sem atitude. Irônico a mensagem do filme falar de coragem quando a protagonista parece ter se acomodado à vida de criada da madrasta e das irmãs postiças, desaparecendo com qualquer resquício de coragem para enfrentá-las e lutar pelo que é seu de direito. Era essa a imagem que eu tinha de Cinderella antes de assistir ao live-action.

Desde o trailer que eu soube que esse filme mudaria completamente minha maneira de ver a gata borralheira. Mesmo sendo incrivelmente fiel à animação, o filme conseguiu despertar em mim sentimentos novos. O live-action vai mais a fundo na vida e nos sentimentos de Ella. Ao ver a relação da moça com os pais, principalmente com a mãe, entendi o porque de ela nunca ter se rebelado. Entendi e achei nobre. Achei sincero. Achei bonito. Senti empatia por Cinderella, senti orgulho, virei fã.

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O filme fala principalmente sobre gentileza, coragem e amor. Mas vai além disso, fala também de força de vontade, de correr atrás dos seus sonhos. Não adianta ter uma fada madrinha, uma carruagem incrível ou um vestido lindo, é preciso agir por si só também. Cinderella  não conquista o Príncipe ou o reino com um vestido bonito. É importante lembrar que quando eles se encontraram pela primeira vez nenhum dos dois sabia quem o outro de fato era. Ele se apaixonou pelo jeito gentil, questionador e verdadeiro dela de ser. Ela achou ter se apaixonado por um mero aprendiz. Cinderella não foi ao baile em busca do príncipe, mas do adorável Kit que conheceu no bosque. O Príncipe estava prometido a outra, uma princesa, alguém que traria terras e riquezas para o reino, mas ele não sossegou enquanto não achou a dona do sapatinho de cristal.E se esse filme não fez com que as pessoas percebessem o verdadeiro sentido do amor, então não sei mais o que fará.

O elenco dispensa comentários. Eu nunca tinha visto nenhum trabalho de Lily James, mas ela me cativou de uma maneira incrível. Helena Bonham Carter estava impecável como sempre, dessa vez em um papel fofo e divertido. Cate Blanchett arrasando e Hayley Atwell irreconhecível, porém maravilhosa, loira. E o que falar de Richard Madden como Príncipe? Tá de parabéns, viu. Merecia um post inteiro só para ele! Com seus olhos azuis, seu sorriso perfeito, as covinha na bochecha  e um figurino de tirar o fôlego, foi impossível não sair do cinema um pouco (talvez muito) mais apaixonada pelo meu (eu disse meu) Rob Stark. Só faltou mesmo o sotaque maravilhoso porque infelizmente assisti dublado.

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só queria estar viva após essa cena

só queria estar viva após essa cena

Por falar em figurino, um show à parte. Incrível. Maravilhoso. Ok que eu não usaria nenhuma peça do guarda-roupa de Anastasia e Drizella, mas as roupas da madrasta estavam um luxo. E Cinderella, apesar de passar metade do filme com um único vestido, humilha a todos nos outros dois, tanto o do baile quanto o do casamento (já quero copiar). Mas difícil mesmo é decidir em qual roupa Richard Madden ficou mais lindo.

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A cena da transformação foi a coisa mais linda da vida!!! Só senti falta mesmo da música ao fundo. O que é Cinderella sem Bibidi-Bobidi-Bu? E a cena da valsa no baile, meu Deus!

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O filme inteiro é maravilhoso! Pouquíssima coisa foi mudada, nada que gerasse prejuízo, muito pelo contrário. Quando lamentei no twitter que iria assistir ao filme dublado um amigo comentou que eu poderia ver até em japonês, ainda seria o filme mais lindo do ano. Eu concordo. Vale cada centavo, cada suspiro, cada gritinho histérico e cada gota de inveja sentida por Lily James. Aliás, foi gratificante poder pagar tão baratinho para ver um filme incrível desses e de quebra assistir a um curta de Frozen: Febre Congelante e Gregório Duvivier vestido de Cinderella no início do trailer de Desculpe o Transtorno.

Só tenho duas coisas a dizer: não deixem de assistir Cinderella e não esqueçam, sejam sempre gentis e corajosos.