Virando Cineasta #1: O sonho de ser atriz

Em 02.03.2017   Arquivado em Cinema, Pessoal

Muitos de vocês não sabem mas desde criança que eu queria trabalhar com as artes, principalmente as cênicas. Participei de todas as peças da escola desde que me entendo por gente. Já fui princesa, fada, bruxa, formiga… Participei de coral e dança, e todo e qualquer tipo de atividade cultural que, graças a Deus, minha escola sempre ofereceu. Um dia eu cheguei para o meu pai e pedi pra ele me levar ao Rio de Janeiro e ir comigo no Projac porque eu queria fazer um teste para ser atriz. Sim, esse dia realmente aconteceu. Eu devia ter uns 12 anos.

O grupo do whats app da minha família se chama O Teatro é Agora, porque, quando eu era pequena, eu juntava meus primos e ensaiava pequenas peças com eles. E então a gente saía pela casa dos meus avós gritando “o teatro é agora”, e chamando todos para nos assistir. Uma vez eu adaptei o texto literário de Polyana para uma peça teatral. Eu selecionei falas, recortei cenas, procurei músicas que na minha cabeça tinham ao ver com a história (e naquela época elas se resumiam a Floribella e Chiquititas), criei coreografias e dividi papéis e falas. Gostaram tanto que a gente fez uma sessão na minha casa e outra na casa dos meus avós na festa de final de ano.

Outro fato vergonhoso que vocês precisam saber: eu cantava no chuveiro e ensaiava audições e entrevistas em inglês para programas como o The Voice. E um dos maiores sonhos da minha vida, até hoje, é participar de um musical.

Depois de grandinha, já um dia desses, próximo dos 18 anos eu decidi que queria estudar cinema. Porque mesmo amando estar no palco, o que sempre me fascinou, tanto no teatro quanto no cinema, foram os bastidores. A pré-produção, a correria na véspera, os rostos que não vemos no palco, os nomes que sobem nos créditos. Sempre fui fascinada pelas pessoas que estavam por trás do resultado que vemos diante dos nossos olhos.

Desisti da ideia de fazer um teste para a Globo, afinal uma passagem para o Rio de Janeiro custa caro. Continuei cantando no chuveiro me imaginando em um programa de talentos. Paquerei tanto as grades dos cursos de cinema do resto do país que ano passado andei bem perto de trancar a Psicologia e me jogar no sonho.

Como um sinal do Universo, e essa coisa de Destino que eu acredito com todo o meu coração, minha universidade decidiu oferecer um curso de extensão de cinema. Duração de três meses com um cineasta local, conhecido por fazer filmes de comédia que retratam o cotidiano do piauiense. Não é nem de longe o meu tipo de filme, mas aceitei com empolgação e expectativa altíssimas a chance que a vida estava me dando. Me inscrevi. Foi a melhor decisão que tomei no meu ano.

O Projeto Uespi em Tela contém um plano de curso bem resumido, mas amplo, no sentido de explorar, mesmo que por alto, vários aspectos do cinema, indo de roteiro à fotografia, captação de som e figurino. A primeira etapa é de aulas teóricas, com apostilas e aulas expositivas sobre conceitos básicos, exemplos e dicas. A segunda etapa envolve a prática e nela tivemos aula de atuação – com direito a exercícios de postura, fala e improvisação -, maquiagem e figurino, manuseio do equipamento e até a criação e gravação de um pequeno curta, que vocês podem assistir aqui:

Imagem de Amostra do You Tube

O curso foi um sucesso tão grande, que se estendeu por mais tempo do que o planejado e está entrando agora no seu quinto mês. O objetivo final era a produção de um curta, em sala de aula mesmo, e que agora virou um média-metragem que envolve até viagem para o litoral para a gravação de algumas cenas. Eu não poderia estar mais realizada. E quem quiser pode acompanhar tudinho por aqui, porque esse foi apenas uma introdução, e o primeiro de uma série de posts sobre o meu projeto de virar o próximo Damien Chazelle. Qualquer dúvida ou sugestão quanto à disposição dos posts é mais que bem vinda, ta?

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