Texto | Aos amigos de uma vida inteira

Em 20.07.2015   Arquivado em blogagem coletiva, Textos

amigos

Gente,

Vocês sabem que eu sempre fui adepta daquela história de que nada na vida da gente acontece por acaso, que as pessoas entram e saem da nossa vida no momento certo e por algum motivo. Clichê, eu sei. Mas vamos ser sinceros, vocês conhecem alguém mais clichê, boba e romântica do que a amiga que vos escreve?

Acredito também naquilo de que as melhores pessoas aparecem nos momentos em que mais precisamos delas e foi assim com a maioria de vocês. Eu nem tenho palavras suficientes para agradecer.

Engraçado como a gente não consegue controlar a entrada e saída de pessoas na nossa vida. Tem gente que a gente quer que fique, mas não fica. Tem gente que a gente acha que é melhor ir embora, mas que nos surpreende e ficar acaba sendo bem melhor. Tem gente que a gente deixa escapar pelos dedos, que não vê ir embora. E vai, sem uma despedida decente, sem um motivo concreto pra ir. Só vai. A vida leva da mesma forma que trouxe. E o contato diário, as piadas internas, se transformam em um aceno na rua, um abraço casual no shopping, uma mensagem de aniversário ou Feliz Natal.

Tem gente que vai embora, mas não da vida da gente. Vai embora da escola, da cidade, mas continua com a gente. E tem gente que vai embora mesmo, pra valer. Por uma briga imatura, por incompatibilidade nos gostos e hábitos ou por um assunto mal resolvido que a gente sequer sabe como começou. Gente que vai e que a gente queria trazer de volta. Gente que a gente traz de volta quando deveria ter deixado ir.

E tem gente que continua perto, na mesma faculdade, na mesma cidade, há cinco minutos de casa. Gente com quem a gente sai, gente que a gente visita, gente que a gente vai nos aniversários, nas festas de família. Gente pra quem a gente liga quando está bêbado ou quando termina um namoro. Gente pra quem a gente pede um conselho, um abrigo, uma carona ou dinheiro emprestado. Gente pra quem a gente empresta um livro sem data para devolver, gente com quem a gente vai no cinema e comenta sobre os seriados. Gente que a gente tem vontade de guardar num potinho, de pegar para criar, de nunca mais largar.

É tanta gente na vida da gente, cada uma com um lugar guardado na mente e no coração. Gente que a gente não esquece, mesmo que nunca mais volte a ver ou a falar. Gente que um dia foi responsável por histórias, memórias e momentos que marcaram a vida da gente.

Cada um tem a sua gente, e eu tenho a minha. A Gente que eu faço questão de reunir em casa no meu aniversário, ao som de um violão, em meio a cantoria, fotografias e abraços. Gente que é o meu melhor presente.

Aos amigos de infância, de escola, da vizinhança, da internet, de gincana. Aos amigos de uma vida inteira: não importa se a gente ainda mantém contato, o importante é que um dia mantivemos. O importante foram os momentos compartilhados, as memórias construídas. E aos que estão comigo até hoje, um muito obrigada. Vocês são a minha alegria, desde o primeiro dia em que entraram na minha vida.

Feliz dia do amigo!

Post sugerido pelo Rotaroots, grupo com o objetivo de resgatar a época de ouro dos blogs pessoais, incentivando a produção de conteúdo criativo e autoral. O tema de julho era fazer os migos chorarem.