Sherlock Holmes Exhibition: the man who never lived and will never die

Em 10.05.2015   Arquivado em destaque, Intercâmbio, Londres, Sherlock

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Quatro meses depois e enfim estamos chegando ao fim dos posts sobre Londres. A verdade é que eu estava guardando o melhor para o final (pelo o menos foi uma das melhores partes da viagem pra mim). Como já falei aqui, uma boa parte do meu intercâmbio se resumiu a Sherlock Holmes, porque convenhamos, não dá para passar por Londres sem nem ao menos ouvir falar dele. Muito menos ser fã do personagem e não visitar as maiores referências a ele que existem na cidade.

Quando os primeiros rumores sobre a Sherlock Holmes Exhibition saíram eu tentei conseguir o maior número de informações possíveis. Qual não foi minha alegria quando constatei que estaria em Londres na época. Dei alguns pulos e gritinhos pela casa nem um pouco discretos, confesso. Devo avisar que esse post vai ser beeeem longo, então sentem-se confortavelmente, tomem uma dose de paciência e boa sorte.

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Londres é repleta de museus, e a grande maioria deles não cobra pela visita, a não ser que tenha alguma exposição acontecendo. E eis que estava acontecendo no Museu de Londres uma exposição sobre o  maior detetive de todos os tempos bem nos meses da minha vagem. Deixei minha companheira de turismo andando sozinha pelo museu e corri para o setor da exposição, shame on me.

Se eu pudesse escolher um lugar para morar em Londres com certeza seria naquela exposição. Eu fiquei encantada logo na entrada, com os olhos brilhando e provavelmente uma grande cara de boba, tanto que a mulher precisou me chamar duas vezes para eu finalmente dar atenção a ela. Ela recolheu meu ingresso (que eu não lembro quanto custou devido à empolgação, me desculpem) e me perguntou se eu conhecia as histórias de Sherlock. Depois ela me testou e pediu para eu descobrir como abrir a porta que era uma barreira de madeira simulando uma enorme estante de livros.

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Quando finalmente entrei eu dei mais pulinhos eufóricos (e espero sinceramente que não tenha câmeras no local porque a vergonha não será pouca) e fiquei olhando para todos os lados várias vezes tentando gravar tudo direitinho na memória. A exposição era de uma estrutura incrível e deixaria qualquer fã de Sherlock completamente louco. Todos os Sherlocks que vocês conseguirem imaginar estavam lá, de todas as adaptações para cinema e tv. Logo na entrada tinham várias televisões ligadas passando cenas de vários atores no papel do personagem, bem como numa janelinha.

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Nas paredes haviam painéis de madeira com algumas frases, imagens e informações, além de quadros inspirados nas histórias e personagens de Sherlock. Um passeio geral pelo contexto histórico de Londres nas histórias de Conan Doyle. Tem uma parte em especial que eu achei bastante interessante, uma parede inteira de cartões postais destinados ao Sherlock, devidamente enviados para o endereço 221B da Baker Street. Como expliquei nesse post aqui, durante algum tempo as pessoas realmente acreditaram na existência do detetive e seu fiel companheiro.

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E então finalmente cheguei à casa dele. Uma réplica da porta do apartamento bem ali diante de mim, dando entrada a um espaço cheio de objetos utilizados em cenários das adaptações para cinema e tv. Tinha cadeira, armas, rascunhos de investigações, charutos e os figurinos. Gente, os figurinos! A coisa mais linda da vida. Se não tivesse um segurança atrás de mim eu juro que teria quebrado o vidro e saído correndo com o sobretudo que o Benedict usa. Tinha mais televisões passando e repassando cenas ao longo do tempo. Teve mozão rdj também e os Sherlocks mais clássicos, ainda em preto e branco.

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Eu não queria que acabasse, ao final de tudo eu simplesmente voltei e olhei tudo de novo. Depois visitei o máximo que consegui do Museu de Londres e olha, sou suspeita para falar de museus e de Londres, mas juro que é incrível! Um dos melhores passeios que fiz. Na lojinha tinha uma parte toda com produtos de Sherlock e eu queria ter dinheiro para comprar tudo mas saí de lá apenas com o The Casebook e uma sacolinha linda de tecido escrito “i am sherlocked”.

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E quando eu achei que meu dia maravilhoso tinha acabado, na saída do museu, num frio congelante, uma moça me parou dizendo que tinha me visto na exposição e perguntando se podia fazer uma entrevista comigo para o jornal da universidade dela! Eu expliquei que era brasileira e que meu inglês era horrível, mas ela só disse: “Que ótimo! Não tem problema! Eu vou arrumando o que tiver que arrumar”. Então eu topei, achei que seria uma boa forma de praticar o inglês.

Ela começou perguntando como eu tinha conhecido a personagem, quais livros eu já tinha lido ou se via algum filme ou série. Daí eu resumi minha história com Sherlock e contos investigativos e falei da minha paixão pela produção da BBC e pelo Benedict Cumberbatch. Foi aí que a mulher deu um ataque de fangirl quase maior que o meu. “AAAAAH, me too! Everyone loves Benedict Cumberbatch!” E eu fiquei tipo “everyone? Com lincença colega que eu sou ciumenta que história é essa de everyone!?!!111!” Depois ela perguntou o que eu tinha achado da exposição e de qual parte tinha gostado mais. Mas ela não me deixou responder a essa pergunta, já foi logo dizendo: “já sei, da roupa do Benedict!”, toda tiete, gente! Foi muito engraçado. Senti que poderia matá-la ou virar melhor amiga dela bem ali naquele momento. Concordei sorrindo e ela encerrou pedindo para eu dizer o porquê de Sherlock continuar fazendo sucesso até hoje. Me empolguei tanto na resposta e consequentemente me enrolei bastante no inglês que do meio pro fim já estava chamando Sherlock de she. Acho que foi mais cômico do que trágico e adorei a experiência.

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O plano inicial era falar da exposição e terminar com a visita rápida às filmagens do especial de natal de Sherlock, a série da BBC que é o xodó da minha existência, mas me prolonguei tanto na exposição que vou deixar para outro post. Vocês me cobrem, viu?