Séries | Um episódio que amo

Em 13.11.2015   Arquivado em blogagem coletiva, Séries, Sherlock

Vocês já devem ter percebido que eu nunca canso de assistir e muito menos de falar sobre minhas séries preferidas. O tema desse mês do Discípulas de Carrie também não colaborou para que eu falasse de outra cosia. Provavelmente vocês vão se arrepender da brecha que me deram para falar de um episódio que eu amo, então, desde já, aviso que é bom sentar confortavelmente, porque esse post vai ser longo.

Se foi difícil escolher um episódio apenas para narrar e comentar com vocês? Foi quase impossível! Tanto que eu pensei em ignorar o Movie (série) Blahnik só para não ter que escolher apenas um. Afinal, ter que escolher cinco séries preferidas já foi difícil demais! Eu estava em dúvida entre dois episódios de séries diferentes, mas se vocês acham que optei por Sherlock vocês estão certíssimos. O episódio escolhido é especial para mim por diferentes motivos e já perdi a conta de quantas vezes o assisti.

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O episódio é The Sign of Three, o segundo da terceira temporada. Uma temporada que divide o fandom; tem gente que odeia e tem gente que ama (euzinha). O motivo do ódio e do amor é o mesmo: um Sherlock  mais sensível, mais carinhoso, mais humano. Adorei a forma como a série da BBC retratou esse lado do Sherlock que ele tanto tenta esconder. Um lado que é trazido a tona pelas pessoas mais importantes da vida dele e em The Sign of Three ele meio que demonstra amor e gratidão, claro que daquele jeito bem Sherlock de ser.

Mas vamos ao contexto do episódio. Sherlock “voltou à vida” e à ativa depois de dois anos considerado como morto, mas algumas coisas mudaram nesse meio tempo. Seu companheiro John não mora mais com ele e está noivo (de uma mulher!! para a grande surpresa da senhora Hudson). Todo noivo precisa de um padrinho e a escolha de John parece mais do que óbvia, menos para Sherlock. E essa é a segunda cena que mais gosto no episódio, quando Watson convida um atrapalhado Holmes para ser seu best man.

http://www.dailymotion.com/video/x3dkf6a

Outra cena que adoro é uma das primeiras do episódio, quando Sherlock manda uma mensagem de socorro para Lestrade e faz o detetive mobilizar viaturas da polícia para, no fim, descobrir que era apenas um pedido de ajuda com o discurso de padrinho. Porque não seria Sherlock Holmes sem o humor e o sarcasmo. Gosto dessa cena, não somente porque ela é divertida, mas porque mostra o quanto Sherlock é querido por seus amigos, mesmo quando ele não demonstra afeto nenhum por eles.

O mais legal nesse episódio, pra mim, é a maneira como os casos, inclusive o principal, são apresentados. Durante o discurso de Sherlock no casamento, ele divide com os convidados algumas de suas aventuras ao lado do amigo John Watson, deixando todos intrigados e fascinados. O caso principal, inclusive, é um dos motivos de o episódio significar tanto pra mim, porque foi o primeiro que consegui desvendar sozinha e antes mesmo de Sherlock. Para quem lê os livros e acompanha a série, desvendar um mistério antes do maior detetive do mundo é muita coisa, sim!

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Mas o meu amor infinito por essa série, e por esse episódio em especial, está na construção dos personagens e na maneira como eles se relacionam, na criação e fortalecimento de laços, no ser humano maravilhoso que se esconde por trás da arrogância e inteligência de Sherlock. E tudo isso a gente consegue ver no discurso do padrinho, a minha cena preferida! Um dos meus quotes favoritos da série (e da vida) e a cena que sempre me faz bem quanto estou na pior.

http://www.dailymotion.com/video/x3dkfen

Um episódio que mantém o padrão de qualidade da série, que sabe dosar o drama e o humor, que desafia nossa inteligência. Tem Sherlock com ciúmes, despedida de solteiro, Jonh e Sherlock bêbados e de bônus ainda tem Benedict Cumberbatch de terno, dançando e tocando violino. É ou não pra morrer de amor?

The Sing of Three é o atestado de veracidade do brotp (desculpa você que shippa johnlock, eu ainda fico com a teoria do brotp). A prova de que até a mais reservada, esquisita e arrogante das pessoas consegue cativar tanta gente e, mais cedo ou mais tarde, se mostra capaz de externar seus sentimentos e retribuir aquela amizade. Não importa quantas vezes eu assisto ao episódio, sempre fico encantada com as palavras de Sherlock sobre John. Sobre ele ser o coração da dupla, aquele que salva vidas, inclusive a do próprio Sherlock. Fico apaixonada pelo jeito sem noção, arrogante e ao mesmo tempo indefeso de Sherlock, por nunca entender ao certo o que está se passando, por não compreender porque está todo mundo chorando. Termino completamente sensibilizada pelo abraço desajeitado dos dois. É humanamente impossível não amar esse episódio!

hug