Retrospectiva 2015: ah, vida real

Em 28.12.2015   Arquivado em Pessoal, Textos

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Intenso. Essa é a palavra. 2015 foi um ano intenso. Cheio de altos e baixos, como tudo na vida. Um misto de alegrias e tristezas, de conquistas e perdas, mas com um saldo – me atrevo a dizer, mesmo sendo ruim com números, -positivo.

O ano já começou com a promessa de boas novas e bons momentos. Um mês inteiro de preparativos e expectativas para o que viria a ser a realização de um sonho: conhecer a terra da rainha. E quando eu percebo, pisquei e já se passou quase um ano.

Passei boa parte do meu 2015 fazendo o que mais gosto de fazer: turistando! Do Rio de Janeiro à Londres, passando pelo sertão do Brasil, numa cidezinha da Paraíba para (finalmente!) conhecer o cantinho do namorado. Marquei mais uma cidade na lista de lugares para conhecer e descobri os encantos de Curitiba; caminhei sob as Cataratas do Iguaçu, indo até a Argentina e Paraguai e voltando logo em seguida. Visitei tios que não via há 18 anos e corujei os novos priminhos; soprei as velinhas e comemorei mais um ano de vida ao lado dessa parte paulista da família que nos mostrou as belezas de São José e Campos do Jordão.

A faculdade entra na lista de coisas que me surpreenderam de forma positiva. Finalmente me deixei cativar pela pessoas e descobri as melhores amigas que podia ter para me acompanhar nessa jornada acadêmica e, quem sabe, profissional.

Conservei antigos amigos, fortaleci laços e ganhei de presente mais algumas pessoas incríveis.

No meio do caminho tiveram algumas perdas. As mágoas, medos e maus hábitos que deixei para trás foram bem maiores que qualquer pessoa que possa ter saído do meu convívio. E ainda bem que até o saldo de perdas foi positivo!

Mas se teve algo que realmente vou levar comigo de 2015 é toda a aprendizagem que ele me proporcionou. Aprendi a acreditar mais em mim e nos meu sonhos, a me virar sozinha, a me abrir mais para as pessoas certas e me fechar para as erradas. Aprendi a ser mais forte com as novas responsabilidades que surgiram. Aprendi que toda família tem problemas, mas que, na grande maioria das vezes, são eles próprios que vão servir de solução para os outros. Aprendi que a perda física de uma pessoa causa uma dor absurda e em proporções inimagináveis, mas que também desperta sentimentos e uma força que você jamais julgou ter. Aprendi que sim, você se torna realmente responsável por aquilo que cativa. Que todos nós mudamos o tempo todo e que não tem problema algum nisso, desde que não esqueçamos todas as pessoas que fomos um dia. Aprendi que a vida tem coisas boas e ruins e que as coisas boas não anulam as ruins, ou vice versa, nem que uma torna a outra menos importante; porque todos nós somos apenas histórias no fim, só nos resta fazer delas, boas.
                                                            (esse post foi patrocinado por Steven Moffat)

2015 foi um bom ano. Começou de uma forma linda e talvez não termine tão bem assim, mas o recheio, o que tá dentro do pacote, é o que faz tudo valer a pena. O que fez tudo valer a pena. E eu espero sinceramente, do fundo do meu coração, que 2016 seja ainda melhor.

Esse post faz parte do Pena & Tinta, um projeto de escrita criativa com o objetivo de criar textos (crônicas, contos, poesias, relatos pessoais etc) mensalmente em cima de um tema predeterminado. O tema de dezembro foi final de ano, e se você quiser participar, é só acessar o grupo no Facebook