Resenha: A Probabilidade Estatística do Amor à Primeira Vista

Em 05.06.2014   Arquivado em Livros
A Probabilidade Estatística do Amor à Primeira Vista, Editora Galera Record, 222 páginas.

A Probabilidade Estatística do Amor à Primeira Vista, Editora Galera Record, 222 páginas.

Esse é, sem dúvida, o livro mais amorzinho que já li até agora. Depois de ouvir maravilhas sobre ele, aproveitei a promoção da Submarino e comprei. É tão curtinho e a leitura é tão gostosa que eu li em quatro horas e estou aqui pedindo bis.

Quem imaginaria que quatro minutos poderiam mudar a vida de alguém? Mas é exatamente o que acontece com Hadley. Presa no aeroporto em Nova York, esperando outro voo depois de perder o seu, ela conhece Oliver. Um britânico fofo, que se senta a seu lado na viagem para Londres. Enquanto conversam sobre tudo, eles provam que o tempo é, sim, muito, muito relativo. Passada em apenas 24 horas, a história de Oliver e Hadley mostra que o amor, diferentemente das bagagens, jamais se extravia. 

Por ser da Galera Record  eu fiquei meio receosa de ser mais um romance clichê estilo sessão da tarde, mas comprei mesmo assim, porque querendo ou não, eu sou uma completa amante de clichês. Por outro lado, A Probabilidade Estatística do Amor à Primeira Vista  não é um romance bobo, principalmente por tratar das relações familiares das personagens, o que me fez refletir em relação a certas atitudes. Sempre gostei muito de dramas familiares e, apesar das dificuldades entre Hadley e o pai serem “simples” e até mesmo um pouco comum, isso não tirou a essência da reflexão.

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Sou daquelas que julga o livro pela capa, literalmente. Se eu gosto eu compro sem nem pensar duas vezes e, sinceramente, não lembro de ter me decepcionado nenhuma vez com esse meu método pouco convencional. E eu simplesmente adorei a capa de A Probabilidade Estatística do Amor à Primeira Vista;  as cores combinam, a fonte é uma fofura e os detalhes das nuvens, o avião e os pássaros fizeram toda a diferença. Elementos que unidos deixaram a capa mais alegre e romântica, assim como seu conteúdo.

 Hadley e Oliver são dois estranhos, mas que, em pouco tempo, descobrem um no outro uma excelente companhia. E de desconhecidos se tornam amigos, e da amizade nasce o amor, porque as melhores histórias de amor acontecem assim. Impossível não se encantar e se deliciar com essa leitura. 

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Com essa narrativa, Jennifer E. Smith apenas confirmou minha crença de que nada acontece por acaso, de que estamos sempre destinados a uma pessoa em especial e de que é possível sim, se apaixonar à primeira vista. Principalmente se ele tiver um sotaque inglês.