Resenha: A Culpa é das Estrelas

Em 03.05.2014   Arquivado em Livros
[foto retirada da internet]

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A culpa é das estrelas narra o romance de dois adolescentes que se conhecem (e se apaixonam) em um Grupo de Apoio para Crianças com Câncer: Hazel, uma jovem de dezesseis anos que sobrevive graças a uma droga revolucionária que detém a metástase em seus pulmões, e Augustus Waters, de dezessete, ex-jogador de basquete que perdeu a perna para o osteosarcoma. Como Hazel, Gus é inteligente, tem ótimo senso de humor e gosta de brincar com os clichês do mundo do câncer – a principal arma dos dois para enfrentar a doença que lentamente drena a vida das pessoas.

Eu sei, estou atrasada, todo mundo já chorou oceanos inteiros, vocês já viram milhões de resenhas sobre ele e o filme está para ser lançado, mas foi proposital. Eu não queria ler A Culpa das Estrelas,  costumo fugir de modinhas, porque as pessoas tendem a ser extramente exageradas e tratar qualquer novidade literária desse tipo como a melhor coisa do mundo. Até que uma menina me ofereceu o livro num dos sites de troca e eu acabei aceitando. Ele chegou na quarta-feira e devido ao tamanho eu coloquei na frente da fila de espera e comecei a ler. Resultado: devorei em uma tarde, juro para vocês.

No fim das contas, o livro foi uma grande surpresa. Logo de cara eu achei o enredo um pouco apelativo, vou confessar, “o câncer consegue tocar até o indivíduo mais insensível do universo, John Green só não vai emocionar se for um péssimo escritor”, pensei. E então me deparei com um leitura super leve e divertida, tocante, sem sombra de dúvidas, mas o que eu mais gostei foi o bom humor com que os três jovens encaram a doença. Humor negro, sim, mas que deixou tudo mais leve.

Mesmo sabendo exatamente o que ia acontecer, eu ficava ansiosa pelo final, em meio a risadas e suspiros a cada diálogo entre Hazel e Gus e as cenas do video game com Isaac. A leitura me fez refletir não só sobre o valor da vida, mas também da família e das verdadeiras amizades, além de reforçar minha crença no amor.

A Culpa é das Estrelas não me fez chorar, não me fez cair de amores por Gus ou qualquer outro personagem, foi apenas uma leitura bacana e leve que me deixou com vontade de ver o filme. Mas se me perguntarem se eu recomendo a resposta será sim, sem sombra de dúvidas.