Música | Show da Maroon 5

Em 17.03.2016   Arquivado em Música, Pessoal

2016-03-15 16.11.23

ou: O dia em que ouvi She Will Be Loved ao vivo. 

Quase morri, mas aqui estou eu para contar (com mais detalhes do que deveria) como foi ver e ouvir Adam Levine de pertinho, ao vivo e a cores, em carne, osso e tatuagens.

Desde que saíram os primeiros rumores de que Maroon 5 viria para Fortaleza que eu comecei a preparar o bolso e a família. Comprar o ingresso já foi por si só uma grande vitória. Meu namorado entrou na fila quase meia hora antes de liberarem a venda e dez minutos depois da meia noite do dia 31 de agosto lá estávamos nós, com nossos ingressos comprados, os últimos do primeiro lote. Front e camarote para o show de Fortaleza esgotaram em 24 horas e o alívio de ter o meu em mãos (0u mais precisamente na caixa de entrada do email) foi enorme.

Para quem não sabe, eu não moro em Fortaleza. E sim, perdi a primeira semana de aula e viajei 600km só para o show e valeu muito a pena.

Os portões abririam às 17 horas, mas antes das 9 da manhã a fila já começou a se formar na porta do Marina Park. Eu, meu namorado e umas amigas fomos para a fila pertinho das 16 horas e não demoramos muito para entrar. Conseguimos pegar um lugar relativamente bom, de frente para o palco, a poucos metros de distância.

 

Show do Maroon5? Yes, please! ?

Uma foto publicada por Cecilia Maria (@cecismaria) em

 

 

Depois de duas horas de espera, a Dashboard Confessional subiu ao palco e abriu o show com muita animação. Eu só conhecia uma música da banda (que eles não tocaram!), mas curti bastante o som deles. O vocalista é super carismático e eu saí do show querendo trazê-lo pra casa dentro de um potinho. Ele cumprimentou com um “oi, tudo bem?”, apresentou a banda em um portunhol perfeito e cantou algumas músicas autorais até levantar todo mundo com um trechinho de “fix you“, da Coldplay. No meio do show, ele interrompeu uma música para pedir que ajudassem uma pessoa na multidão que estava passando mal. E o melhor? Após a apresentação, depois de dizer um grande “obrigado”, ele desceu do palco e foi até a pessoa que passou mal para saber se ela já estava bem. Como não querer esse ser humano dentro de um potinho???

E então veio mais 1 hora e 20 de espera, a multidão aumentando, o espaço ficando cada vez mais reduzido. Muita gente saindo carregada em macas por passar mal devido ao calor, inclusive eu. Poucos minutos antes dos meninos da Maroon 5 subirem ao palco eu estava sendo carregada para longe da multidão em busca de ar e um pouco de água. Eu sou claustrofóbica e ainda sim me meto nesse tipo de coisa, tem gente que não aprende nunca. Mas, sejamos sinceros, também sou uma drama queen.  Mesmo passando mal eu não deixei de chorar por medo de perder o show. Passei 1 hora na fila debaixo do sol quente, consegui um local ótimo para assistir o show e então saí carregada de lá. Eu não sabia se passava mal ou se reclamava quando ouvi a galera gritando e a banda tocando os primeiros acordes de Animals, pontualmente às 21 horas. 

Alguém do apoio me cedeu um lugar na grade e lá fiquei até o final do show, longe de empurra empurra, dançando, pulando, cantando e chorando. A vista não era tão boa, porque fiquei na lateral do palco, mas mesmo assim foi incrível!

2016-03-15 22.01.38

A voz do Adam é idêntica às gravações, tirei a prova de que o cara realmente canta muito quando ele alcançou todos os falsetes e tons mais altos sem desafinar uma única vez.

O setlist seguiu com One More Night, Stereo Hearts, Harder to Breathe, Lucky Strike, Wake up Call e Love Somebody. Depois veio Maps, This Love, Sunday Morning, Payphone e Daylight, já me preparando para o tiro que viria a seguir. Payphone foi a coisa mais linda do mundo, porque a banda inteira se reuniu no meio do palco e os meninos cantaram abraçados embalados pelas vozes da multidão.

O que se seguiu então foi choro. Se eu não morri depois de Lost Stars seguida de She Will Be Loved então provavelmente sou imortal. Vejam bem, vou explicar. She Will Be Loved foi um divisor de águas na minha vida e eu nem sei dizer o porque dessa música significar tanto para mim, só sei que significa. E por isso era, talvez, a música mais aguardada por mim no show e foi com ela que chorei enquanto cantava o refrão. Adam começou cantando à capela, regendo a multidão como se fosse um maestro e que coisa linda!!!! Queria poder descrever a sensação de ouvir swbl ao vivo, mas a verdade é que eu não consigo. Foi surreal! E eu fiquei tao feliz quando eles colocaram Lost Stars no setlist, porque é da trilha sonora de Begin Again que é um dos filmes que eu mais amo na vida.

A música seguinte, Moves Like Jagger, foi incrível, porque o coro foi enorme e lindo! E foi quando o Adam tirou a camisa, porque afinal “it’s so hot here”, né migo? Rebolando muito em Sugar, Adam com certeza conseguiu enxergar as plaquinhas de “yes, please” subindo. E eu? Estava dividida entre cantar junto os falsetes ou me lamentar por ser a última música.

1 hora e meia nunca passou tão rápido e eu nunca imaginei que fosse conseguir lotar os 16 gigas do meu celular em tão pouco tempo. Quanto ao Adam? Ele é realmente bonito. Muito. E sabe disso. Afinal por que outro motivo ele ficaria rebolando e se exibindo tanto? A gente não tá reclamando, viu? Ele não precisa se esforçar para ser simpático, a presença de palco é gigantesca e, por algum motivo, parece ser incrivelmente natural. Adam Levine nasceu para ser uma estrela. Mas eu posso dar o prêmio de melhor pessoa da banda pro James Valentine? O guitarrista rodou o palco inteiro, de uma ponta a outra e foi até a lateral em que eu estava três vezes, interagindo com o público, dando tchau, apontando. Que amor!

Não tirei fotos porque a minha visão do palco não era das melhores, mas claro que registrei um pouquinho das minhas músicas preferidas e fiz um compilado para dividir com vocês. Enjoy it!

Imagem de Amostra do You Tube

E, só a titulo de informação, tem lojinha oficial nos shows sim e as camisas custam 80 reais. Preparem o bolso!