Filme x Livro: Precisamos Falar Sobre o Kevin

Em 19.05.2014   Arquivado em Cinema, indicação do dia, Livros

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O plano inicial desde que comprei o livro era fazer uma comparação com o filme, mas tenho que ser sincera com vocês: não consegui concluir a leitura. Não porque o livro é ruim, mas toda a riqueza de detalhes atrasou tanto o clímax que eu estava esperando que não resisti e tive que assistir ao filme antes para finalmente poder entender o que estava acontecendo. Após isso eu retomaria a a leitura do livro com mais calma e poderia fazer um post digno desse título para vocês. Mas então… O filme é tão incrível que eu não consegui me controlar, precisava dividir com vocês.

Para quem não sabe, eu vou começar o curso de psicologia no segundo semestre e é uma paixão que eu alimento já há um bom tempo, portanto sempre gostei dessas histórias que envolvem distúrbios psicológicos, desde os mais “leves” até os mais intensos e polêmicos, como o caso de Kevin.

” Eva mora sozinha e teve sua casa e carro pintados de vermelho. Maltratada nas ruas, ela tenta recomeçar a vida. O motivo disso vem de seu passado, quando vivia com seu marido Franklin e seus dois filhos: Kevin e Celia. Seu relacionamento com o primogênito, Kevin, sempre foi complicado, mas Eva jamais imaginaria o que ele seria capaz de fazer.”

 [sinopse retirada do Filmow]

Vou tentar não entrar em detalhes que é para não falar mais do que deveria, o fato é que Kevin sempre foi uma criança complicada e manipuladora, que nunca se deu bem com a mãe que o rejeitava antes mesmo de seu nascimento. Já Eva era uma mulher bem sucedida no emprego com um marido amado, ambos com idade já um pouco avançada. Mas Franklin queria muito um filho e pela felicidade do marido, ela deixou de lado seus próprios desejos e medos. Toda essa relutância, dúvidas e sentimentos ficam mais visíveis na leitura do livro em que Eva escreve cartas para o marido contando como sua vida se tornou após o incidente “da quinta-feira” e relembra os momentos antes e durante a criação de Kevin.

Assistindo ao filme eu passei por várias sensações diferentes, tanto em relação a mãe quanto ao filho. Senti raiva e desprezo, mas também senti pena e fiquei com o coração na mão diversas vezes. Mas, principalmente, desejei nunca estar numa situação semelhante. (Lembrando que a história não é baseada em fatos reais!)

São tantos os pontos positivos do filme que fica difícil enumerar. Vou começar pelas atuações excelentes de Tilda Swinton e  Ezra Miller que foram fundamentais para a compreensão do enredo, mas principalmente, por me manter ligada do início ao fim. As expressões dos atores foi talvez o aspecto mais importante do filme inteiro, pois a falta de diálogo entre mãe e filho é compensada através de trocas e desvios de olhares. Outro fator importante foi como todo o problema foi abordado de forma psicológica, sem a necessidade de cenas violentas explícitas. O vermelho sempre presente nas mais diversas formas fazendo alusão ao sangue é algo marcante. Os flashbacks rápidos de Eva, as visões que ela tem da “quinta-feira” são mais do que suficientes para mexer com nosso juízo. No geral é um filme brilhante, com um roteiro super bem escrito e atores talentosíssimos.

Quanto ao livro não me sinto no direito de fazer uma crítica, pois não cheguei ao final do mesmo – situação que pretendo mudar imediatamente -, mas se me permitem uma indicação é de que leiam antes de assistir ao filme, porque explica muita coisa e clareia bastante sua mente diante de algumas cenas. Mas Cecília, como você pode dizer isso se você nem sequer concluiu a leitura? Entendam, é que sou curiosa, agoniada, eu não iria sossegar até ter uma ideia, por mais superficial que fosse, do que estava acontecendo, então corri para o filme. Mas não façam isso, por favor! Hahaha

Àqueles que gostam de um drama bem construído e uns probleminhas familiares e psicológicos eu super indico a história de Kevin. Mas, atenção, Precisamos Falar Sobre o Kevin  é algo que choca bastante.

 

Vou deixar o trailer do filme e voltar para minha leitura.

 

Ah, e eu também estou no Filmow!