Filme x Livro: Orgulho e Preconceito

Em 01.04.2014   Arquivado em Cinema, Livros

É praticamente impossível não comparar o livro com o filme, independente de qual seja. Em grande parte dos casos, o livro supera a adaptação para o cinema, mas em outros nem deixam tanto a desejar. Esse foi o caso de Orgulho e Preconceito. Terminei a leitura do livro recentemente – antes eu só tinha lido uma adaptação em inglês da obra, mas nunca ela na íntegra – e como eu sei o filme praticamente decorado de tanto assistir ficou fácil fazer comparações.

Primeiramente, repito: o filme não deixa a desejar – pelo menos não na minha opinião -. As diferenças entre um e outro são bem pequenas, a descrição detalhada que Jane faz dos personagens ficou bem retratada no filme e  grande parte dos diálogos do filme estão idênticos aos do livro. É  gratificante perceber isso, que uma adaptação cinematográfica foi fiel a um grande clássico da literatura inglesa.

O livro é bastante extenso, os capítulos são curtinhos, porém muitos (ao todo são 62, se não me engano) devido a escolha da autora de explorar ao fundo cada sentimento e opinião dos personagens, aspectos fundamentais não só para a construção do clássico como também para a formação dos personagens no filme.

Keira Knightley acabou se tornando a perfeita personificação de Elizabeth, com toda sua garra, inteligência e bom humor. A mãe e cada uma das irmãs não ficam atrás. Matthew Macfadyen também interpreta o amado Mr. Darcy com maestria, embora durante a leitura do livro eu tenha visualizado várias vezes o Benedict Cumberbatch nesse papel. Tal pensamento pode estar movido pela minha admiração cada vez mais crescente pelo ator ou pelo fato dele ser britânico e ter a voz e a postura que imaginei serem características do personagem.

O filme sai na frente dessa vez devido a um pequeno detalhe: o final alternativo apresentado nos bônus do dvd (puro amor, não canso de assitir). Confesso que fiquei um pouco decepcionada com o “felizes para sempre” desse casal, achei que faltou algo. E a querida Jane Austen que me perdoe, mas nesse aspecto, o diretor Joe Wright a superou.

Mas a verdade é que Pride & Prejudice sempre será um clássico e que grande parcela da população feminina morrerá de amores pelo Mr. Darcy independente do ator que o interprete no cinema. Jane Austen criou personagens apaixonantes e inspiradores que jamais serão esquecidos. Vou continuar assistindo o filme ao mesmo tempo em que repito as falas junto com os atores e relendo o livro sempre que der vontade e saudade do orgulho e coragem que move esses dois.

Espero que tenham gostado da estreia do Filme x Livros, pretendo fazer mais vezes.
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