Eu mudei

Em 28.12.2016   Arquivado em Pessoal

Eu olho para tudo que li, vi e vivi e me parece que 2016 começou há uns 5 anos. Mas então, finalmente, chegou a hora do adeus. Foi um ano longo e difícil e a impressão que tenho é de que ele deixou sua marquinha negativa na vida de muita gente, no mundo todo, em todos os âmbitos. Mas como a vida é uma faca de dois gumes, 2016 também foi um ano positivo e alguns aspectos. Se eu fosse descrevê-lo em uma palavra seria mudança.

Se olharmos direitinho para este blog não fica difícil encontrar os sinais dessa mudança. O Refúgio, esse ano, carregou uma abordagem mais intimista e se tornou mais pessoal do que eu jamais imaginei. E isso aconteceu de forma natural, sem eu sequer perceber. Foram situações do meu dia-a-dia, em casa, e principalmente na faculdade, que me levaram a lidar frente a frente com a frustração. E foi horrível e doloroso, mas fundamental. Foram algumas séries e livros que me tocaram profundamente, por se assemelharem demais a fatos e lembranças íntimas e extremamente reais. Personagens com quem a ligação foi imediata exatamente por me lembrarem um pouquinho de mim, em seus defeitos e qualidades. E como se eu precisasse de mais motivos para acreditar que todo e qualquer tipo de arte fosse capaz de tocar e transformar as pessoas, isso simplesmente aconteceu. A ficção, as palavras e as criações de outras pessoas, em diferentes lugares do mundo, me mostraram muito do que estava bem diante dos meus olhos mas eu não conseguia enxergar. Ou, para ser mais sincera, não queria.

E daí, de tanto autores e roteiristas e diretores e cantores me abrirem portas e janelas para dentro de mim mesma; de tanta verdade e urgência e afeto, os estágios a Psicologia me guiarem, eu me transformei. E em meio a ondas fortes de desânimo e cansaço eu encontrei coragem para me desafiar e sair da minha zona de conforto, e me permiti criar e imaginar e sonhar e construir metas e vontades de mudar o mundo, de agir.

Mas eu não seria justa se desse o crédito todo à pessoas da ficção ou às que escrevem a ficção ou ao curso de Psicologia em si. Porque muita gente real, em carne e osso e coração foram fundamentais para esse processo. Os amigos de longa data que não me largaram de mão e os amigos da faculdade que aceitaram no grupinho a obsessiva irritante. E, claro, os amigos que a internet me deu e que são tão verdadeiros e incríveis quanto os de fora dela. Teve muita gente maravilhosa no meu ano, ainda bem.

A mudança aconteceu aos poucos, com muitos tropeços e cicatrizes no caminho, e algumas vezes eu pensei em desistir. Tudo normal até aqui, nada que não fizesse parte do processo.


Na retrospectiva, a gente foca só nos melhores do ano. E aqui vai a minha lista * porque eu sou a louca das listas * das melhores coisas do meu ano:

Livros: Por Lugares Incríveis, Todo Dia, Eu Te Darei o Sol.
Séries: Gilmore Girls, Sense8, Downton Abbey, a relação Ryan/Cohens em The O.C
Filmes e Musicais: Hamilton, Grease Live, Room, Rogue One e o orgulho da repercussão e sucesso do Benedict e de Doctor Strange.
Viagem: Buenos Aires
Show: Tiago Iorc