Desculpe o transtorno, mas preciso falar do Christopher

Em 02.10.2016   Arquivado em Livros, Pessoal

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Se você me conhece um pouquinho sinto que devo lhe preparar para o impacto que as seguintes palavras terão em você, assim como tiveram em mim, mas, sim, eu me rendi ao leitor digital. Justo eu que sempre fui amante e defensora dos livros físicos, do cheirinho próprio, do passar de páginas, da estante lotada. Mas as circunstâncias me levaram até o Christopher e você acredita em destino? Porque eu acho que nós dois estávamos destinados um ao outro.

Christopher é o meu kindle e meu mais novo melhor amigo. A melhor aquisição que fiz em anos, e digo isso com toda a certeza, mesmo em tão pouco tempo de relacionamento, porque já sinto que aqui é amor de verdade. E o primeiro sinal (bem óbvio) disso está no fato de eu ter dado um nome a ele, o que mostra que me apeguei de vez e agora não tem mais volta. O porque desse nome? Tenho três palavras pra você: The Imitation Game. Abre aí a Netflix e descobre.

Algumas teorias alertam para a coincidência (ou não) com o nome do filho de Benedict Cumberbatch, que – coincidentemente!- estrela o filme acima citado. Coincidências da vida. Acreditem no que quiserem. 

Eis que agora me sinto no direito de compartilhar com vocês a receita para esse relacionamento estar dando tão certo. O kindle é leve, pequeno e super fácil de transportar. Como Rory Gilmore bem me ensinou, jamais saio de casa sem um livro, então o Christopher tem facilitado bastante esse processo. E, justamente por causa disso, tenho lido bem mais. Funções como destacar quotes, fazer anotações, consultar o dicionário também estão presentes e nem preciso dizer o quanto são úteis. O que ajuda bastante na hora de ler livros em outro idioma, fator que a própria Amazon colabora, já que, até onde eu vi, é a loja que contém mais títulos estrangeiros disponíveis.

Outro ponto muito positivo é a bateria, Christopher tem muita disposição. Ele trabalha por dias sem se cansar, principalmente se colocado em modo avião. No caso do meu, por não conter luz, acho que isso ajuda a economia de energia. E não, para mim, a ausência de luminosidade não tem sido um problema. É como ler um livro físico, a própria tela do kindle passa essa sensação, é bem semelhante, e não cansa a vista. Quando preciso ler a noite eu coloco uma luzinha e pronto, problem solved!

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E então tem o SendToKindle, um aplicativo fornecido pela própria Amazon que permite sincronizar a biblioteca e enviar todos os tipos de arquivos do seu computador para a nuvem ou para o próprio kindle com apenas um clique. O formato principal lido no e-reader é o mobi, mas também aceita outros, e o próprio SendToKindle coverte arquivos em pdf antes de enviar. É muito prático e útil.

Eu tenho lido bem poucos livros físicos ultimamente e não tenho nada do que reclamar do kindle, de verdade. Até minha mãe tem se apossado dele de vez em quando. Dá para baixar livros pela internet, ou comprar pelo próprio e-reader, através do navegador. Com a vantagem de que livros digitais costumam ser bem mais baratos que os físicos. Além disso, a Amazon conta com o serviço do kindle unlimited, que é tipo uma “netflix de livros”, em que você paga uma mensalidade e tem acesso a um catálogo bem variado de títulos. Eu experimentei por alguns dias e gostei bastante.

Eu espero que vocês também encontrem um amor que nem o Christopher. Recentemente comprei uma capinha pra ele que é a coisa mais linda, do jeitinho que eu queria e agradeço à Loja Minha Mania por isso. É de tecido e tem um espacinho para colocar o cabo, feito sob medida. O difícil só foi mesmo escolher uma estampa só.

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Essa foi uma review verdadeira e sincera e não um publi, mas se a Amazon quiser estamos aí porque muita gente me perguntou o que eu estava achando do kindle, se sentia falta da luz e etc. Qualquer dúvida que não tenha sido respondida aqui pode ser perguntada que eu juro que respondo se souber.