Cinema | As Crianças de Miss Peregrine e o Bebê de Bridget Jones

Em 08.10.2016   Arquivado em Cinema

Não sei se cheguei a comentar que agora tem um cinema a 3 minutos da minha casa. E isso tem feito maravilhas com a minha vida e horrores com meu bolso, pois metade do meu salário acaba ficando no Cinépolis. E isso deveria render muitos posts sobre filmes aqui mas por algum motivo não foi o que aconteceu. Então vamos mudar essa situação. Preparem a pipoca e venham comigo que vou contar sobre os dois filmes que assisti essa semana.

lardascriancas

O Lar das Crianças Peculiares (Miss Peregrine’s Home for Peculiar Children) – 2016
Direção: Tim Burton
Duração: 127 minutos
Quando seu querido avô deixa para Jake pistas sobre um mistério que se estende por diferentes mundos e tempos, ele encontra um lugar mágico conhecido como O Lar das Crianças Peculiares. Mas o mistério e o perigo se aprofundam quando ele começa a conhecer os moradores e aprende sobre seus poderes especiais… e seus poderosos inimigos.

Eu estava bem ansiosa para esse filme, apesar de não ter lido os livros. O trailer e o nome de Tim Burton na direção foram suficientes para as expectativas. E eu realmente gostei. Adorei a mensagem sobre pessoas que não se encaixam, sobre a importância, as vantagens e as desvantagens da peculiaridade de cada um; sobre como essas peculiaridades podem ser potencializadas se você souber utilizá-las, principalmente em conjunto.

O filme tem muito do seu diretor, como todos os seus filmes. A cena do parque de diversões grita Tim Burton! E é tudo uma delícia de assistir, meio macabro, meio divertido e sempre empolgante.

Como eu disse, não li o livro, então não posso opinar até que ponto a adaptação foi fiel à obra original. Talvez o final tenha ficado um pouco corrido, mas nada que comprometesse o trabalho no geral. Agora um alerta: cuidado com a beleza de Eva Green, ela pode ser bastante ofensiva. Que. Mulher.

renee_zellweger_bridigte_jones

O Bebê de Bridget Jone (Bridget Jones’s Baby) – 2016
Direção: Sharon Maguire
Duração: 123 minutos
Em crise no trabalho, tentando manter uma boa relação com o ex (Colin Firth) e engatando um novo romance (Patrick Dempsey), Bridget tem uma surpreendente revelação: está grávida – e não tem certeza sobre quem é o pai da criança.

Confesso que sempre torci o nariz para Bridget Jones pela apropriação que fizeram do personagem de Jane Austen, mas quando eu fechava os olhos para isso e assistia aos filmes como algo totalmente separado de P&P era realmente algo muito bom. O Bebê de Bridget Jones veio para finalizar a história do casal, para matar a saudade das confusões e falta de sorte (não é bem assim, olha os dois concorrentes a pai da criança pelo amor de Jesus!!!!) da protagonista e, para mim, esse se mostrou o melhor filme de todos, até por seguir a mesma linha dos anteriores. É engraçado sem ser forçado, a trilha sonora é muito boa, e ainda conta com a participação de Ed Sheeran.

E por mais que a gente saiba que Bridget ama o Mark, que eles vem tentando ficar juntos há muito tempo, é impossível não se apaixonar e até torcer pelo personagem de Patrick Dempsey (e nem é só pelo simples motivo de que é Patrick Dempsey!!). O filme mostra que dá para ser previsível mesmo sem ser. Vou explicar: eu conseguia perfeitamente imaginar o final um tanto óbvio, mas a forma como a trama se desenvolveu foi que me surpreendeu.

Vem conversar sobre filmes comigo aqui:
filmow | twitter