Cinema | In Your Eyes

Em 20.02.2016   Arquivado em Cinema

in your eyes

Ontem foi uma daquelas noites em que bate a necessidade urgente de ver um romance de tirar o fôlego ou fazer chorar e foi assim que descobri In Your Eyes, no Netflix. Torcendo para ser exatamente o tipo de filme que eu precisava e procurava, dei play e me preparei para o que quer que estivesse por vir.

Achei a proposta meio louca, duas pessoas que moram em lugares diferentes e nunca se viram ou se conheceram estão conectadas, veem e sentem tudo que acontece com o outro, desde a infância. Dylan está em condicional e Rebecca é esposa de um famoso e bem sucedido médico. Suas vidas são completamente diferentes, mas em algum momento (ou em vários) elas se cruzam. Foi de repente e aparentemente sem explicação alguma que os dois descobriram que podia se comunicar por uma espécie de telepatia.

E é aí que o filme e o romance começa e se desenvolve. Sem nunca terem visto um ao outro, Rebecca e Dylan se tornam bons amigos, têm conversas divertidas e desabafos e revelações que nunca fizeram a ninguém antes. Acabam conhecendo a rotina, as aspirações e os medos de cada um. Eles estão intimamente conectados e se apaixonam profundamente um pelo outro.

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As outras pessoas ao redor dos dois, obviamente, começam a estranhar o comportamento de Rebecca e Dylan que conversam e até mesmo dançam sozinhos. Acham que a loucura de Dylan é uma consequência das escolhas erradas e das perdas que ele teve na vida. O marido de Rebecca a diagnostica como esquizofrênica, uma amiga acredita que ela esteja tendo um caso. E tudo acontece na vida dos dois de uma forma tão intensa e tão urgente que nos deixa, do outro lado da tela, torcendo para que eles finalmente se encontrem e fiquem juntos.

É um romance inusitado, mas de uma intensidade e beleza incrível. E o que mais me chamou atenção e me encantou foi a sintonia, a química que eles demonstram um pelo outro mesmo sem nunca terem se conhecido pessoalmente. São quase 100 minutos conversando e interagindo praticamente sozinhos e, ainda sim, com uma ligação enorme. Os olhares apaixonados, a timidez, o ciúme, tudo se torna real e palpável. Eles encontram até mesmo uma forma de tocar, fisicamente falando, um ao outro. É lindo de se ver.

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E no fim eu percebi que nem é tão louco assim. Quando duas pessoas estão apaixonadas e se amam acaba se criando essa atmosfera de sintonia e conexão, mesmo um estando fisicamente longe do outro. Claro que a vida da gente seria muito mais fácil se pudéssemos nos comunicar por telapatia, mas isso não nos impede de sentir todo o resto.

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