Categoria "Textos"

Perdoa

Em 08.05.2014   Arquivado em Textos
É bem verdade que eu esqueci de avisar dessa minha paranoia incontrolável, talvez por medo de você me deixar ou talvez por ser uma característica tão comum a mim que deixei passar, sem querer.
Eu não tiro sua razão, pode me chamar de psicopata, eu sou mesmo um pouco. Nunca neguei meu ciúme, que de besta nada tem, pelo contrário. Nem escondi meu lado possessivo e muito menos o dramático, mas confesso que exagero quase sempre.
Desculpa essa minha cara emburrada sempre que as coisas não seguem como eu planejei. Releva meus dramas e ataques de ciúmes, porque pedir  atenção é direito meu, sempre tão carente e dengosa. E eu sei que sou chata, sem dúvidas, a mais chata do planeta, mas não liga não, ser chata faz parte do meu draminha ocasional.
Perdoa esses meus choros a todo momento.  Você bem sabe que sou chorona, que o medo de tudo e todos me faz ficar assim com os olhos banhados em lágrimas.
Absolve a imensa quantidade de mensagens trocadas durante um dia inteiro e o pedido por uma ligação antes de dormir. Não gosto do desafio de ter que ficar tanto tempo sem a melhor parte de mim: você.
Sou dona de perguntar as coisas mais pessoais, difíceis e embaraçosas de se dizer para alguém, ainda mais para você, sempre tão fechado. Eu sei que é complicado, mas agradeço e admiro essa sua coragem e sinceridade em responder até mesmo à pior das perguntas.
Desculpa essa minha faladeira sem fim, na maioria das vezes, sem dar espaço para você contar do seu dia. As reclamações e birras vindas em forma de indiretas e o bico que você tanto diz amar. E pedem por um beijo entre sorrisos e um abraço apertado. Releva também as ligações no meio da noite, aquelas que sempre ocorrem quando a saudade aperta forte o peito ou a insônia vem me visitar.
Cura os meus defeitos e anistia minha consciência em ser assim, tão culpada. Me abraça forte e me beija a testa, sorrindo do bico que se forma na cara emburrada e me chama de sua, mesmo que chata.
Texto publicado originalmente em janeiro de 2012.

Sobre deixar você ir

Em 10.03.2014   Arquivado em Textos

deixar vc ir

Seria clichê demais se eu dissesse que chorei ouvindo aquela música triste semana passada? E dessa vez nem a desculpa do choro fácil durante a TPM vai adiantar. Mas sim, eu chorei. Não sei dizer se é coisa da minha cabeça ou se é o universo conspirando a favor da despedida, mas ultimamente todos os filmes, contos e músicas que passam por mim insistem em me lembrar de que você vai partir.

Eu não quero dormir, nem deixar você em casa, nem ir para casa quando você não está. Tudo que eu quero é segurar você aqui o máximo possível, porque o tempo tem passado rápido demais e isso me desagrada profundamente. Queria parar o tempo, congelar naquele exato momento em que me deitei encostada no seu peito e você beijou minha cabeça. Seria o momento perfeito para uma pausa. O melhor lugar do mundo, a melhor sensação de todas.

E de repente, um filme passa diante de mim. Um filme de dois adolescentes que um dia se descobriram melhores amigos num momento de dificuldade e se apaixonaram. O filme vai passando, mas eu não consigo saber o final. Talvez isso signifique que eles não tenham fim ou, quem sabe, ainda não foi escrito um último capítulo.

A verdade é que desde que você entrou na minha vida muita coisa mudou dentro de mim. E talvez, a partir desse momento, eu tenha descoberto que o amor não está em palavras bonitas e demonstrações públicas de afeto. O amor está no sorriso. Logo eu, que sempre fui um admiradora de sorrisos, demorei tanto tempo para entender. Eu não quero que você vá, mas se isso lhe fizer sorrir, então será o certo e você irá.

Uma coisa eu posso lhe garantir: a porta de casa permanecerá fechada até você decidir abrir, afinal, só você tem a chave. A casa é sua, meu coração também, volte quando quiser.

Texto | Fazer durar

Em 27.02.2014   Arquivado em Textos

fazer durar

Eu me pergunto quanto tempo isso vai durar. A gente sempre quer que seja para sempre, e eu juro, com todas as minhas forças, que espero que esse para sempre dure muitas outras vidas além desta. Tem amor de sobra, afinal.

As dificuldades estão começando a aparecer e só então eu percebo que todas as outras discussões e noites sem dormir e crises de ciúmes não foram nada se comparadas a onda gigantesca que está se aproximando, prestes a nos afundar. E olha, eu nem sei nadar.

Mas eu vou me agarrar em você e você nada por nós dois, pode ser? Não, não pense que estou jogando a responsabilidade inteira para você, apenas há coisas que não estão ao meu alcance. Você sabe que eu queria que estivessem, está cansado de saber que faria qualquer coisa para nos salvar. Façamos assim, você nada por mim e me tira lá do fundo que na próxima oportunidade eu salvo você de volta. Não que isso fosse algum sacrifício para mim, pelo contrário, às vezes acho que é exatamente essa a minha missão, salvar você.

Aliás, você acha que sou super-protetora demais? As pessoas dizem que sim, que você já é grandinho o suficiente para cuidar de si mesmo. Eu sei que é, olha só o seu tamanho! Mas é que você desperta meu instinto maternal, eu gosto de cuidar de você. Gosto de fazer tudo com você, por você. Mas que mania é essa que você tem de me fazer sentir útil e bem-vinda a qualquer momento e em qualquer lugar? Eu gosto disso, sabia?

Com você o riso vem mais fácil, os problemas desaparecem como num passe de mágica e ao seu lado eu encontro uma força que nunca pensei ter.
E está tão bom assim, eu me sinto tão bem que chego até a ficar com medo. Novamente me pergunto: até quando isso vai durar? Por favor, faz durar a vida inteira. Faz durar pelo menos até o final dessa vida. E eu prometo que na próxima eu conquisto você de novo, isso se você não me lançar esse sorriso primeiro.

Pronto, já sei. Eu vou sorrir para você e você sorri para mim e assim nos apaixonamos de novo, todos os dias, como se fosse a primeira vez. 

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