Categoria "Pessoal"

Sobre gente talentosa pertinho de você

Em 21.08.2016   Arquivado em Música, Pessoal, Teatro

IMG-20160814-WA0006

Ano passado eu conheci o New Time e falei dele aqui no bloguinho, mas se você não sabe do que eu estou falando, explico. É um musical produzido, cantado e dançado por gente talentosa aqui da minha cidade e que acontece em um final de semana do ano (mas que deveria acontecer pelo menos a cada semestre). O show do ano passado contou com um pouco de pop, jazz e muitos musicais e princesas da Disney, então nem precisa dizer que amei, né?

Esse ano, aconteceu nos dias 13 e 14 de agosto e eles apostaram mais no rock, sem esquecer o pop, e foi igualmente maravilhoso. Os musicais e as princesas da Disney deram lugar a uma sessão nostalgia incrível, com os temas de Dragon Ball, Pokemon, Cavaleiros dos Zodíaco, Power Rangers e até Digimon em japonês!!!

Eu fui no domingo, dia dos pais, com uns amigos e a família toda reunida, porque o paizão ama música, teatro e toda essa vibe que claramente eu tive de quem herdar. A bateria do celular acabou logo, antes mesmo de eu gravar metade daquilo que gostaria, mas o importante é que foi lindo e meu pai saiu dizendo que foi o melhor presente do dia dos pais que ele poderia ter recebido. Obrigada, pessoal do New Time!

WP_20160814_20_20_15_Pro WP_20160814_20_29_40_Pro

Teve discurso sobre feminicídio e assédio contra mulher depois de uma apresentação maravilhosa, com muita dança e uma voz incrível. Teve coral da Universidade Federal cantando Bohemian Rhapsody, minha parte preferida do show, diga-se de passagem. Teve tema de Strange Things no teclado (o que me lembrou de que preciso ver essa série), homenagem ao vocalista da Motorhead, com direito a figurino e voz parecidíssimos e teve também os Village People devidamente caracterizados cantando Macho Man para encerrar o show.

IMG-20160814-WA0002

Fiz um compilado com o pouquinho que consegui gravar do show, espero que gostem tanto ou mais do que eu. E para maiores vídeos e informações, sigam o instagram do grupo, @newtimeshow.

 Imagem de Amostra do You Tube

A gente precisa aprender a lidar com a frustração

Em 21.06.2016   Arquivado em Pessoal, Textos

large

Esse é um daqueles textos pessoais e sem sentido algum que você não precisa ler, mas que eu escrevi mesmo assim.

“A gente precisa aprender a lidar com a frustração”. Dois anos de curso e já ouvi essa frase e suas variações mais vezes do que você pode imaginar. Mas é aquela história, a gente não se dá conta verdadeiramente das coisas até que sai da teoria e finalmente passa para a prática. E foi na prática – não por escolha própria – que eu entendi a veracidade dessa frase.

O ano começou cheio de expectativa, com uma Cecília recém chegada de umas férias de três meses prolongada por um show da Maroon 5. E então veio uma greve e com ela a tal da frustração, da procrastinação e a tão famosa bad. Eu sou aquele tipo de pessoa estranha que se envolve com milhares de atividades ao mesmo tempo e que adora isso. Daquelas que está sempre ocupada e cheia de compromisso. E eu preciso disso para me sentir útil, me sentir viva. Eu simplesmente adoeço se ficar parada. Foi exatamente isso que aconteceu.

Com a faculdade de greve, eu imediatamente me estressei, com toda a situação de paralisação e com a confusão e bagunça que viria com o fim dela (porque se não sofresse horrores por antecipação não seria eu). E passei a ficar em casa, sem conseguir marcar uma simples ida ao cinema, porque vivia com a incerteza do fim da greve, podia acabar no próximo mês, mas também podia acabar amanhã. A preguiça me dominou. E mesmo ainda tendo aula de uma disciplina,  a mais difícil do semestre, eu simplesmente procrastinei.

Em algum ponto eu parei de assistir minhas séries, ler meus livros ou fazer qualquer coisa que não incluísse ficar na minha cama olhando para o teto. Porque eu me sentia inútil. Então veio uma doença atrás da outra, crises de alergia, de gastrite, noites em observação no hospital, minha veia nunca viu tanta agulha em um período tão curto de tempo.

O não fazer nada me adoeceu e eu descobri que na verdade tudo era uma reação em cadeia daquilo que começou com uma frustração: a greve em um período acadêmico recém iniciado. “A gente precisa aprender a lidar com a frustração”, era um eco na minha cabeça. Metódica como sou, daquelas que já tem os próximo 5 anos da vida minimamente planejados, qual não foi a minha reação ao descobrir que não poderia mais fazer planos, que minha formatura provavelmente seria atrasada e todos os 5 anos que planejei no meu caderninho simplesmente iriam por água abaixo?

Mas minha mãe sempre disse que um dia eu ia quebrar minha cara, cair de uma altura grande demais com essa mania de planejar até o sexo e ordem de nascimento dos filhos. Mãe sabe das coisas.

Moral da história, crianças? Aprendam com a tia Cecília: se frustrar faz parte da vida, é essencial. E é uma droga. Mas a gente cresce um pouquinho. E depois da onda de azar vem sempre uma de sorte, é o que eu gosto de acreditar. No meu caso veio meu computador, que visitou o médico dos computadores tantas vezes eu visitei o de gente, mas agora tá aqui, novinho em folha. Veio o fim dos malditos e estressantes relatórios de Análise do Comportamento (eu ouvi um amém?). Veio também uma oportunidade de estágio, pra ocupar minha mente e me render um bom aprendizado. Veio o abraço do meu namorado depois de meses longe. E veio o fim da greve, ou quase isso. Agora a rotina vai voltar com força e eu vou reclamar no twitter de sempre viver atarefada e cansada. Mas quem eu quero enganar? Eu sou aquela que gosta de me sentir exatamente assim: viva.

Sobre Como Eu Era Antes de Você e uma sociedade que não cansa de ditar regras

Em 11.06.2016   Arquivado em Cinema, Livros, Pessoal

me-before-you

Como Eu Era Antes de Você é um filme que está sendo bastante aguardado recentemente, principalmente pelos fãs fervorosos do livro como eu – e eu nem acredito que finalmente vi Will e Lou ganharem vida na tela! Mas, a criação de Jojo Moyes também virou uma febre, e bastou sair o trailer para milhões de pessoas se juntarem à fila de ansiosos pelo filme. Muita gente foi lá e leu o livro, mas sempre tem aquela parcela que prefere esperar pela adaptação para o cinema. E é exatamente aí que mora o perigo.

Vamos ser sinceros, Como Eu Era Antes de Você não é um romance tradicional e clichê, digamos assim. É uma história com uma temática um tanto polêmica por trás do romance. E muita gente está indo ao cinema esperando um filme do Nicholas Sparks. Daí vem o choque, como veio para todos que leram o livro.

O que quero dizer é que tenho observado algumas críticas lá de fora, as pessoas falando mal e até organizando movimentos contra a trama ou a autora. E tudo bem, qualquer um tem direito de não gostar do livro/filme, mas é preciso ter maturidade suficiente para entender que não é só porque a história vai contra suas expectativas ou princípios que ela é obrigatoriamente ruim e desrespeitosa.

c468ce_4095b15bf70242d0a4f88135915c26da

Como Eu Era Antes de Você não desqualifica a vida de um cadeirante, pelo contrário, mostra as dificuldades de ser um: a falta de acessibilidade, os olhares tortos, os comentários desagradáveis de pena e curiosidade. No livro, Lou entra em contato com outros tetraplégicos, seus familiares e cuidadores, e escuta relatos de dificuldades, mas também de alegrias e conquistas de cada um deles. Todos ao redor de Will querem e acreditam que ele pode ter uma vida normal e feliz mesmo em cima de uma cadeira de rodas.

Como Eu Era Antes de Você defende a escolha de uma pessoa que está sim em perfeitas condições mentais para fazê-la. O próprio Will brinca que seu cérebro ainda não está paralisado e ele tem plena consciência de tudo que está ao seu redor. Quando alguém afirma o contrário é esse alguém que está desqualificando um cadeirante, e não a autora.

E talvez esse tenha sido um erro do filme, deixar a temática polêmica (e extremamente necessária) totalmente em segundo plano, apesar de, ainda assim, ser perfeitamente compreensível a intenção de todos ali.

O filme não é perfeito quando olhado por alguém que tem o livro como um dos seus preferidos da vida, como eu, mas o que me deixou realmente triste foram todos os comentários negativos de quem, na verdade, não entendeu a mensagem. Como Eu Era Antes de Você está sendo incompreendido por muitas pessoas ao redor do mundo e é isso que me angustia. O problema é que as pessoas se acham no direito de determinar o que é certo ou errado para as outras, não há direito a escolha porque, automaticamente, uma se torna errada e todos que participaram dela serão julgados e excluídos para sempre. Usam a religião, os direitos humanos, a ciência, e o que mais estiver ao seu alcance apenas para mascarar uma opinião unicamente pessoal. São pessoas que falam de egoísmo e falta de sensibilidade mas na verdade elas que estão sendo egoístas e insensíveis. Eu não sei o que é melhor para o meu vizinho, porque o que eu vejo não é amplo o suficiente, e o que eu acho realmente não importa – ou ao menos não deveria importar.

Essa (ainda) não é uma resenha sobre o filme, é um desabafo e um simples esclarecimento de que eu amo Will Traynor e vou defender não só a ele, mas a sua escolha, também.

Página 5 de 281 ...123456789... 28Próximo