Categoria "Pessoal"

Essential Books: o casal preferido

Em 18.09.2016   Arquivado em blogagem coletiva, Essential Book, Fotografia, Livros, Pessoal

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Provavelmente a maioria de vocês que já acompanha esse blog esperava encontrar Lizzie e Darcy aqui. Ponto para mim que consegui surpreender. Ou talvez nem tenha surpreendido tanto assim. E por mais que eu já tenha falado de Reparação algumas vezes nesse meu refúgio, hoje eu preciso falar sobre a essência de Robbie e Cecília.

Os dois cresceram juntos e tiveram as mesmas oportunidades, mesmo sendo de classes diferentes. O pai de Cecília enxergou em Robbie, o filho do jardineiro, um potencial incrível e decidiu pagar pelos estudos do rapaz. De modo que Robbie não só frequentou a casa dos Tallis desde pequeno, como também estudou ao lado de Cecília. E o que antes era uma amizade de infância, passou por um disfarçado sentimento de rejeição e vergonha do filho do jardineiro, até se transformar em amor.

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Cecília e Robbie se amaram em segredo até o dia em que ele lhe escreveu uma carta de amor e ela decidiu se entregar a ele. Mas o segredo deles foi descoberto e atrapalhado pelo ciúme e ato infantil da irmã caçula de Cecília, Briony. Robbie foi então enviado para a Guerra e a atitude da irmã fez com que Cecília se afastasse de sua família, sentindo-se traída e abandonada. Os dois então passaram anos separados, trocando cartas e se encontrando bem menos do que gostariam. As circunstâncias fizeram com que eles se tornassem tudo um para o outro.

Eu tenho certa paixão por romances de guerra. Tem algo bonito e intenso em um amor que sobrevive a tantos anos não só a uma distância imensurável, mas também a um sentimento de medo gerado pela incerteza de voltar ver a pessoa amada algum dia. E esse tipo de romance sempre envolve cartas, e eu tenho uma paixão, também, por cartas.

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É bonito acompanhar a história de amor desses dois, e ela não foi nada fácil. Cada obstáculo fez com que os dois se tornassem ainda mais fortes, mesmo separados. As promessas que fizeram um ao outro que mantiveram vivo o desejo de voltar, se reencontrarem e poderem, enfim, viver juntos, sem culpa ou vergonha.

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Keira Knigtlhey e James McAvoy deram vida à Cecília e Robbie no cinema, no filme Desejo e Reparação (Atonement), de 2007 dirigido por Joe Wright, ao lado de outros atores maravilhosos, numa produção que se tornou uma das minhas preferidas.

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Não deixe de conferir as fotografias das outras blogueiras do projeto 🙂
Livro Arbítrio | Sammysacional | Horinhas de descuido |
Pensamentos valem ouro | Outro capítulo | Naive Heart | In my own Little Corner

É o que faz o final feliz da história

Em 11.09.2016   Arquivado em Cinema, Pessoal, Teatro

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Todo mundo tem aqueles filmes que a gente sempre para tudo que está fazendo para assistir todas as vezes em que ele passa, certo? Encantada é um deles. E já me questionaram muitas e muitas vezes o porquê de eu gostar tanto de um filme tão bobinho. Bem, eu explico.

Encantada não é só um filme sobre príncipes e princesas, está mais para um conto de fadas do mundo real. E é justamente aí que está o segredo, nessas duas palavrinhas: mundo real. A gente cresceu com a Disney nos contando histórias de princesas em um reino mágico e distante, com bruxas, castelos, madrastas malvadas e um príncipe corajoso e apaixonado que chega em um cavalo branco. Encantada brinca com todos esses esteriótipos.

Para impedir o casamento do Príncipe Edward, com medo de perder o poder que exerce sob o reino, a madrasta malvada, manda Giselle para um mundo completamente estranho: o mundo real. Lá – ou aqui, como preferirem -, não existem castelos, animais que falam, príncipes em cavalos brancos. Há quem duvide até de que não há o tal beijo de amor verdadeiro. Giselle então se depara com pessoas que namoram e demoram anos para casar (que coisa sem cabimento!) e que saem para encontros!!! antes e durante esse tal namoro. Elas não frequentam bailes e nem cantam seu amor a todo momento.

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Encantada nos mostra que nem todas as madrastas são malvadas, que nem todos os casamentos são para sempre e que o príncipe encantado nem sempre é quem a gente imagina. Mas, ao contrário do que a Giselle e todos nós um dia também acreditamos, existe certa magia no mundo real. Existe certo romance em sair para encontros, em se apaixonar aos poucos. Percebemos – eu, você, e a Giselle -, que passar por algumas crises no relacionamento faz parte, que não há como ser feliz todos os dias, mas que, ainda assim, há como ser muito feliz na maioria deles. E, pasmem, o beijo de amor verdadeiro também funciona por aqui. E com a mesma força, com a mesma capacidade de superar obstáculos e quebrar o efeito de maçãs envenenadas e bruxas invejosas que querem roubar a nossa coroa.

O que quero dizer é que nem sempre vamos dormir por anos, abrir os olhos e encontrar o amor da nossa vida ali à nossa espera. Às vezes ele já está com a gente há bastante tempo e nós que não fomos capazes de notar antes. Em outras vezes, aquele que a gente acreditou ser de fato nosso príncipe encantado não passava de um sapo, mas descobrimos que não tem problema beijar outros sapos até encontrar o príncipe.

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E eu estou aqui falando através de muitas metáforas, mas Encantada nem precisou de tantas assim para nos convencer de que o mundo real pode ser tão mágico e tão incrível como o dos contos de fadas. Que existe uma versão de todas as coisas – boas e ruins, devo ressaltar – aqui no nosso mundo de tudo que há lá no reino de Andalasia.

E é por isso que eu gosto tanto desse “filme tão bobo” que é Encantada. Porque a Disney brincou com suas próprias histórias e, em um mesmo filme, conseguiu colocar a essência – que no fundo nem é tão diferente assim – de dois mundos, tanto que o longa apresenta partes em animação e em live-action.

Há quem prefira viver nos reinos encantados, mas também há quem acabe se rendendo ao mundo real e, no fundo, é isso que faz o final feliz da história.

Eu mesma, uma Gilmore Girl

Em 08.09.2016   Arquivado em Pessoal, Séries

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Confesso que quando comecei a assistir Gilmore Girls não esperava muita coisa além de uma série levinha para passar o tempo. Aparentemente a trama é meio boba, mas quem vê de longe nem imagina a sua profundidade e o que as garotas Gilmore conseguem fazer com você.

A verdade é que Gilmore Girls é uma série sobre família. Sobre aquilo que se considera família. Sobre a família que é sangue do seu sangue e também sobre a família que a gente acaba escolhendo para si. E, de alguma forma incrível, faz você refletir sobre sua família, aquela que é sua e que tá lá no seu sobrenome e sobre aquela que você gostaria que fosse, ou que deseja, um dia, construir. Bem, pelo menos comigo foi assim.

Muitas foram as vezes em que me identifiquei com Rory Gilmore, embora do meio para o fim eu tenha percebido que sempre fui mais como a Lorelai. Ou talvez me doa admitir que nem tenho tanto da Lorelai assim, de modo que ela está mais próxima  da pessoa que eu gostaria de ser um dia. Mais precisamente da mãe que eu gostaria de ser.

Eu estava numa discussão calorosa nessa madrugada – e já aconteceu outras vezes também – sobre como Lorelai Gilmore é, talvez, a personagem mais bem construída da série. Corajosa, batalhadora, sempre bem humorada e querida por todos. Mas com uma bagagem emocional muito grande, uma necessidade de nunca estar só, principalmente com a filha (que também é sua melhor amiga) crescendo tão rápido e prestes a sair de casa e trilhar seus próprios passos. Lorelai engravidou aos 16 anos e saiu de casa por vontade própria para criar sua filha sozinha numa cidade nova, em que ela pudesse começar do zero, amadurecer e buscar pelos seus sonhos. Ela conservou uma amizade linda com o ex – e pai de sua filha -, mesmo com todos os altos e baixos e conquistou o carinho e admiração de uma cidade inteira. No entanto não consegue se reaproximar dos seus pais, por acreditar ser uma pessoa totalmente diferente deles, que não se encaixa ou não concorda com seus costumes e a criação que recebeu, em meio a tanto luxo e controle.

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A série vem então mostrar não só para nós, mas também para a Lorelai, que nunca é tarde para retomar e fortalecer laços. Que algumas coisas que começam como um grande sacrifício podem se tornar um prazer. A maneira como os vínculos entre a família Gilmore são restabelecidos nos faz acreditar na verdadeira ideia de família. E é impossível não identificar a nossa própria entre uma cena e outra, ou em alguma fala da Emily.

Alguns homens passam pela vida de Lorelai e Rory, se encaixando bem ou não na relação das duas. Mas é o casamento duradouro e que sobrevive a crises de Richard e Emily que, no fundo, é responsável pela ideia de amor e estabilidade das Gilmore mais novas. E, sejamos sinceros, pela nossa também.

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Sete temporadas depois – ou talvez já bem antes disso – eu me sinto completamente uma garota Gilmore. Meio Rory, meio Lorelai, meio Emily. E não só porque me identifico com uma ou outra, mas porque as três, de alguma forma, mesmo em suas piores fases, me inspiraram. Como mulheres e também como mãe e como filha. Eu escolhi amar cada uma delas.

Quando eu crescer – e aqui eu pego emprestadas as palavras da Lane – eu quero ser a Lorelai de alguém.

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“Minha mãe nunca me deu qualquer ideia de que eu não poderia fazer ou ser o que eu quisesse. Ao me guiar nesses incríveis 18 anos, eu não sei se ela chegou a perceber que a pessoa que eu mais queria ser era ela. Obrigado Mãe, você é meu exemplo para tudo.”

Gilmore Gilrs tem sete temporadas, com 22 episódios de aproximadamente 40 minutos, e está disponível na Netflix. Em novembro haverá um revival, com o elenco e roteirista originais, para matar as saudades e descobrir o real final de cada personagem. 

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