Categoria "Música"

Sing: cantando o amor pelo Teatro

Em 03.01.2017   Arquivado em Cinema, Música, Teatro

Que eu sou a louca das animações talvez não seja mais novidade para ninguém. Que eu sou a louca dos musicais também não. Então era de se esperar que eu fosse ao cinema conferir a nova animação musical da Ilumination. Superou todas as minhas expectativas.

Eu estava esperando ver animais cantando suas próprias versões de músicas famosas em uma competição bem ao estilo dos reality musicais que já conhecemos, com bastante humor e só. Nem de longe imaginei uma fotografia tão bonita em um filme de animação ou toda a essência de paixão pela música e pelo Teatro por trás do roteiro.

Sing é um filme sobre o amor pela Música, pelo Teatro e, acima de tudo, sobre lutar pelo sonho de ver a Arte ganhar espaço e fazer acontecer. E como uma amante fervorosa da Arte, mais especificamente do Teatro e da Música, é óbvio que me vi em Buster Moon, um coala que batalhou muito para ter seu próprio Teatro e levar a arte e a música para todos. Ao ver o seu trabalho e seu sonho ruir, atolado em dívidas que ele não tem como pagar, decide apostar tudo em um concurso de canto, com o objetivo de atrair o público e salvar seu sonho.

Imagem de Amostra do You Tube

E em meio a versões incríveis, cenas bem engraçadas e personagens extremamente carismáticos e bastante peculiares, a trama se desenvolve de uma forma bem linear e dinâmica, nem um pouco cansativa, agradando tanto adultos quanto crianças. A reviravolta não é das mais surpreendentes, mas nem precisa ser, porque a emoção fala mais alto e comove a todos. A essência do filme então é explorada mais a fundo e somos levados a batalhar junto com os animais pelo sonho de cada um deles.

Cantar significa muito para cada um daqueles bichinhos. Seu Teatro, significa muito para Buster Moon, não só pela sua paixão pela Arte, mas também porque o faz lembrar do pai e do quanto ambos batalharam para erguer aquelas paredes. É realmente emocionante, principalmente para quem, assim como eu, acredita no poder da Arte e na magia do Teatro.

Os personagens são bem construídos, de modo que conseguimos perceber os motivos que levam cada um deles a participar do concurso. E por isso, acabamos por não nos decidir por qual deles torcer.

A dublagem está muito boa e não deixa a desejar em momento algum. Minha preocupação era que traduzissem também as músicas, mas isso não acontece, com exceção de uma que é autoral e na versão brasileira é interpretada pela Wanessa Camargo.

Sing é uma prova de que a Ilumination vem acertando em suas animações, sabendo dosar direitinho o humor  adulto e infantil, de forma natural, combinado a um roteiro criativo e envolvente, com uma excelente trilha sonora de brinde.

O coração dispara, tropeça, quase para

Em 09.11.2016   Arquivado em Música

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Pego emprestado as palavras de Tiago Iorc para contar como foi minha experiência de ver esse rapaz, que eu já acompanho há anos, bem de pertinho. Porque foi exatamente assim, um coração disparado, tropeçante e  que quase parou no meio do caminho; meu coração de fã que amou te ver, Tiago.

Não foi fácil chegar até aqui. O show do Tiago em Teresina foi adiado três vezes em um intervalo de 1 ano e eu enlouqueci em todas elas. Não sei se vocês já sabem, mas Tiago Iorc não foi somente um dos meus primeiros crushes na vida, mas também alguém que marcou toda minha adolescência.

Show finalmente confirmado, os ingressos (das duas sessões!!!) esgotaram em pouco menos de 2 horas e eu não consegui garantir o meu. Fiquei tão triste que faltei a primeira aula na faculdade e me arrastei pelas outras o resto do dia. Meu pai, que se tornou tiete do rapaz Iorc nos últimos meses, também ficou arrasado. Foram dias fazendo drama nas redes sociais, construindo todo um muro das lamentações até que, uma noite antes do show, me ofereceram um ingresso pelo preço de compra. Porque Deus é bom e me ama. E porque eu fiz tanto drama que alguém se sensibilizou (sabia que minha dramaticidade ainda me renderia um Oscar ou um ingresso pra ver o Tiago Iorc) Meia hora antes do show consegui outro para o meu pai e então lá estávamos nós, a pouquíssimos metros do palco, tietando. E isso de poder curtir o show com o meu pai do lado, tornou a noite ainda mais especial.

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Foi uma noite incrível, porque Tiago é incrível, a simpatia em pessoa. Um bolinho que eu quero colocar num potinho e amar e proteger para todo o sempre. Carisma e talento transbordam do palco e a sensação de ouvir um coro enorme cantar as músicas do menino que um dia cantava No One There, Nothing But a Song e Scared no meu mp3 é indescritível. Eu sou realmente uma fã orgulhosa e imensamente feliz.

A atmosfera de um teatro combina perfeitamente com o estilo das suas músicas, e a proximidade com o público torna tudo mais intenso. Tiago está sempre interagindo com todo mundo, propondo brincadeiras durante o show, dividindo o teatro ao meio para que cada grupo cante uma parte diferente da música.

O repertório incluiu todo o último disco, Troco Likes, além de Mulher e Chega Pra Cá , faixas do EP Sigo de Volta e sua versão acústica da música Bang, da Anitta e Sorte, de Caetano Veloso. Me Encontra, composição de Tiago junto com a Sandy, se tornou um dueto com o público, e ficou a coisa mais linda! Tanto que ao postar um vídeo em seu instagram e marcar Sandy ela respondeu dizendo “Me espera também que eu pego um avião e chego aí”.

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O show do Tiago Iorc em Teresina fez parte do Projeto Seis e Meia, do Governo do Estado, que tem como objetivo incentivar as pessoas a irem ao Teatro. Infelizmente, o Theatro 4 de Setembro tem uma lotação muito pequena e deixou muito fã sem a oportunidade de ver Tiago de pertinho, mesmo com as duas sessões. Fica então a torcida para que ele volte, dessa vez em um lugar maior, quem sabe. Se isso acontecer eu prometo ser mais rápida e garantir logo meu ingresso!

 

Cinema | A fórmula de John Carney que nunca falha

Em 24.08.2016   Arquivado em Cinema, Música

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Begin Again é um dos queridinhos da minha vida, se tratando de filme, elenco, roteiro e, principalmente, trilha sonora. Meu filminho que eu indico pra qualquer estranho na rua, que assisto quinhentas vezes no ano e que estou sempre cantarolando as músicas. O responsável por tudo isso é John Carney, o mesmo que lá em 2006 produziu Once, outro filme delicinha com uma trilha sonora pra ninguém colocar defeito.

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Esse ano foi a vez de Sing Street ganhar meu coração. Ambientado na Irlanda dos anos 80, o filme mostra a história de Conor, um jovem que adora compor suas próprias músicas e se vê irremediavelmente apaixonado por Raphina, uma garota incomum que ele conhece na porta da nova escola. Para tentar impressioná-la, ele decide criar uma banda e convidá-la para ser sua modelo, a musa de seus clipes.

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O romance é leve e se  desenvolve de maneira bem natural, daquele jeito que só John Carney sabe fazer. Conor está passando por uma fase complicada em casa, com algumas dificuldades financeiras e os pais se separando, ele precisa mudar de escola, onde sofre na mão dos novos colegas e professores. Sem conhecer absolutamente ninguém, ele precisa fazer amigos urgentemente, ou então não conseguirá criar a banda para ganhar a sua garota.

Sing Street é um filme sobre descobertas e dificuldades adolescentes e nisso ele se diferencia um pouco dos dois primeiros filmes de Carney. Tem aquela vibe gostosa de The Breakfast Club, que nos transporta para mais pertinho dos personagens. Ao longo do filme vemos Conor criar laços com os meninos da banda e até mesmo fortalecer o já existente com seu irmão mais velho; o vemos numa busca constante pela definição de sua identidade, principalmente através das roupas, dos cortes de cabelo; o vemos cantar suas dúvidas e sentimentos em relação a menina por quem está apaixonado. A banda transforma Conor e isso é lindo de ver.

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Obviamente não dá para chegar até aqui, falando de um filme de John Carney, sem tocar no ponto crucial que a trilha sonora. Antes mesmo da metade do filme eu já estava baixando a soundtrack composta por Motorhead, Duran Duran, A-HA e The Cure, além de uma faixa especial gravada por Adam Levine (aparentemente a parceria em Begin Again deu muito certo, nenhuma novidade por aqui). Mas são as músicas autorais, assinadas pela Sing Street que conquistam e fazem toda a diferença.

É a fórmula (nem tão) secreta de John Carney: filme independente com um roteiro leve sobre amor e uma trilha sonora incrível. Em Sing Street, a magia dos anos 80 é um apenas um bônus que simplesmente não dá para ignorar. Quem curte a época com toda certeza irá amar não só o filme, mas também os clipes inusitados e divertidos dos meninos da banda.

sing-street-2016-film-rcm762x429uFicha Técnica:
Título: Sing Street | Ano: 2016
Roteiro e Direção: John Carney | Duração: 106 minutos

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