Categoria "Londres"

Fotografia |Arquitetura de Londres

Em 15.02.2016   Arquivado em blogagem coletiva, Fotografia, Londres, Viagens

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Uma das coisas que sempre me encantou na Europa foi a arquitetura e é por isso que eu vivo repetindo que andar pelas ruas de Londres já é um enorme passeio, porque a cidade é um verdadeiro museu a céu aberto graças a sua arquitetura que é quase que completamente composta por um estilo mais antigo, ao mesmo tempo que mescla com o moderno.

E para quem vive numa cidade relativamente nova como Teresina, o estilo vitoriano das construções de Londres é algo que realmente chama a atenção. Além de toda a arquitetura interna das casas, pensada para locais de frio intenso durante boa parte do ano. E eu sempre gostei de coisa antiga, não vamos enganar ninguém.

O tema do projeto fotográfico do Bloggers Out and About esse mês é arquitetura e eu queria muito ter tirado fotos incríveis de todos os prédios e construções de Londres, mas a verdade é que passei mais tempo observando com meus próprios olhos e vivendo intensamente cada passeio do que realmente fotografando. Ainda assim, decidi usar essa brecha para postar (e repostar) algumas fotos dessa cidade pela qual sou apaixonada, focando, dessa vez, na arquitetura.

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vista da minha janela, as casinhas vitorianas da vizinhança <3

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fachada da National Gallery

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National Gallery

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as construções mais novas

 

fachada da casa (e agora museu) de Freud

fachada da casa (e agora museu) de Freud

lateral da Westminster Abbey

lateral da Westminster Abbey

The National Museum of Natural History por dentro

The National Museum of Natural History por dentro

House of Guards

House of Guards

A arquitetura é algo que sempre me chamou muita atenção, mas meus professores de artes não ficariam muito orgulhosos em saber que eu sou incapaz de identificar a qual estilo e período pertence cada uma. Mas prometo que quando voltar em Londres vou lembrar de fotografar cada detalhezinho, hahaha.

Foi proclamado o dia da saudade

Em 24.01.2016   Arquivado em Londres, Pessoal

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Eram 3 horas da manhã do recém iniciado 24 de janeiro de 2016 e, apesar do sono, eu não conseguia dormir. Levantei da cama e peguei minha caixinha de memórias, aquela onde guardo cartinhas, bilhetes, desenhos e todo tipo de recordação desde a minha pré-adolescência. Retirei da caixa todos os tickets, panfletos, fotos referentes ao intercâmbio e observei tudo por um longo período de tempo. Eu não precisava disso para lembrar dos detalhes da maior aventura que tive nos meus 20 anos de vida, mas mesmo assim me permiti passar alguns minutos tocando, observando, sorrindo. Revivendo. Estava proclamado o dia da saudade.

Claro que acordo diariamente sentindo saudade da rotina que criei em Londres; do céu cinza, do frio, do caminho de casa até o metrô e do metrô até a escola. E eu sou capaz de refazer esse caminho de olhos fechados mais de uma vez. Eu refaço frequentemente na minha cabeça. Alguns dias sinto mais saudade do que outros. Mas ao abrir a caixa e me deparar com tudo aquilo eu tive certeza de que 24 de janeiro era o meu dia oficial da saudade.

Um ano depois e ainda continuo com a sensação de que não foi real. E continua tudo tão incrível, tão mágico, exatamente como um ano atrás. É surreal poder ler um livro ou assistir a um filme ou série que se passe em Londres e sorrir boba ao reconhecer cada lugarzinho da cidade. E toda vez que eu choro eu nunca tenho certeza se é de saudade ou porque finalmente consegui realizar um sonho ou um misto de tudo isso. E por mais que eu procure palavras para expressar a confusão de sentimentos que acontece comigo sei que jamais conseguirei encontrar. E sei também que nunca vou conseguir parar de falar sobre, mesmo que eu seja uma velhinha conversando com os bisnetos.

Algumas coisas lhe marcam tanto que você tem certeza de que jamais irá esquecer um detalhe sequer, não importa quanto tempo passe. E mesmo assim eu sigo com medo de esquecer. Talvez seja por isso que eu guardo todos os tickets de museus, a passagem da companhia aérea, os quinhentos mapinhas do metrô que eu ganhava a cada vez que me perdia, a carteirinha da escola, o cartão do metrô. Talvez seja por isso que, para qualquer lado do meu quarto que eu olhe, eu veja uma foto do Big Ben ou da London Eye ou da Trafalgar Square.

Ou talvez eu guarde tudo isso para me lembrar que persistir num sonho durante tantos anos valeu a pena.

Dia 24 de janeiro foi proclamado o dia da saudade, mas também pode ser o dia de renovar as esperanças em um novo sonho ou o dia de comemorar a mudança que o intercâmbio me proporcionou. O dia para relembrar que, se eu ainda não cansei de Londres, então ainda não cansei da vida, e que ainda tem muita coisa para ser vivida.

“When a man is tired of London, he is tired of life.”

Séries | O dia em que presenciei uma Setlock

Em 09.07.2015   Arquivado em destaque, Londres, Pessoal, Séries, Sherlock

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Quem me conhece e acompanha o Refúgio há um tempinho sabe que Sherlock é a minha série preferida da vida. Eu sempre gostei do personagem, desde que li O Cão dos Baskerville quando era criança. Depois caí de amores pelo filme com o RDJr, mas foi com a série da BBC que eu me rendi completamente. Tanto que minha viagem a Londres se resumiu praticamente à criação de Sir Arthur Conan Doyle. E esse post é exatamente sobre isso. Sobre a emoção que é perceber que a viagem dos seus sonhos caiu exatamente no período das gravações da sua série preferida. Então senta que lá vem a história.

Eu só fiquei quinze dias em Londres, e nesse curto período de tempo houve, mais ou menos, 5 dias de gravações da série,  que o fãs chamam de setlock. Dois ou três dias eram em Bristol, uma cidade perto de Londres e os outros dois eram na própria capital, justo no meu último dia lá.

Aconteceu que a escola em que eu estava estudando estava oferecendo um passeio guiado para Bristol justo no dia das filmagens e claro que eu me animei toda para ir. Mas não fui por motivos de: sou trouxa. Eu perguntei na minha sala se alguém ia e ninguém se manifestou, me disseram que o professor que ia não era dos mais legais e eu fiquei com medo de não conseguir escapar do passeio guiado para me infiltrar nos locais de gravação. Na segunda-feira após a viagem uma menina da minha sala contou que tinha ido, que o professor deixou eles bem a vontade para conhecerem a cidade e que tinha notado mesmo uma movimentação estranha em um local. Qual não foi a minha vontade de sacudir essa moça até ela se tocar do que estava me falando. Miga, eu perguntei duas vezes se alguém ia e você tava aonde? Ela nem sabia que eram as filmagens de Sherlock!!! Que vida injusta.

Mas ok, vida que segue, tem outros troféus. Eu tinha mais uma chance. Dia 7 de fevereiro de 2015. O grande dia. Meu último dia em Londres. Dia em que presenciei uma setlock.

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No dia anterior ao “grande dia”, era meu último dia aula. Recebi meu certificado, me despedi dos meus colegas, faltei a última aula (desculpa, mãe, você não sabia disso, né?) e saí da escola e fui direto para a North Gower Street, a Baker Street da série. Eu queria saber exatamente qual metrô pegar, em qual estação descer, descobrir onde era o lugar das gravações. Desci na estação e quando dobrei a esquina reconheci o local de imediato, graças ao Speedy’s, um café que aparece na série, do lado do apartamento de Sherlock e Watson. Na frente da casa estava estacionado um caminhão, dois homens descarregando os objetos do cenário. Lá estava a plaquinha com o nome Baker Street, a porta preta com o número 221B e um coração quase saindo pela minha boca. O plano era acordar bem cedo no dia seguinte, garantir o melhor lugar possível, de preferência grudada na grade, e passar a manhã inteira na setlock.

Mas raramente as coisas acontecem como planejamos. Quando cheguei em casa a noite, minha host family me chamou para tomar café com eles na manhã seguinte, já que era meu último dia em Londres. Eu não consegui dizer não. Afinal, era só um café da manhã, eu ia precisar me alimentar mesmo para aguentar uma manhã inteira em pé no frio. Só que eles acordaram tarde demais e eu cansei de esperar. Eu estava ansiosa, mal consegui dormir! Arrumei minhas malas para não ter essa preocupação quando voltasse, me vesti e fui em direção a porta. Mas fui abordada na saída, me pediram para esperar que todos sairíamos para tomar café da manhã juntos. Saímos as 10h e ficamos no restaurante até meio dia. MEIO DIA.

A essa altura eu já tinha aceitado que não iria mais às gravações, porque eu precisava estar em casa as 14h, já que a família iria me levar até o aeroporto. Mas quando eles me deixaram no shopping para supostamente comprar uma lembrança para o meu irmão eu peguei o metrô e fui atrás do meu sonho. Ok, serei menas.

Mas nos finais de semana, algumas estações param de funcionar e eu levei o dobro de tempo que levei no dia anterior, porque a estação em que desci na sexta, que era colada no 221B da série, estava fechada. Desci em outra estação e eu estava literalmente perdida. Sério, sou péssima com direções e incapaz de compreender um mapa. Depois de muito rodar, percebi que estava do outro lado da rua.

Assim que atravessei a rua recebi várias mensagens da Denise. O diálogo que se seguiu foi mais ou menos assim:
Deni: Me diz que tu já tá na setlock. Me diz que tu conheceu o Benedict, que abraçou ele, que tirou foto com ele. Cecília onde você tá?
Ceci: Acabei de chegar. O que aconteceu?
Deni: O Benedict apareceu, falou com os fãs, tirou fotos.

sobre achar que ia conhecer o Benedict

sobre achar que ia conhecer o Benedict

Gente, eu juro que meu coração parou e eu só quis sentar no chão e chorar. Maldita hora que aceitei tomar café com a host family. Meia hora antes e eu teria uma foto com o Benedict de verdade, e não o de cera. Sabe aquela palavra “frustração”? Entendi o significado dela ali.

Mas fui em frente, arrodeei o lugar até conseguir encontrar um local melhor para ficar. Não tinha tanta gente como imaginei que fosse ter. Ficamos lá um tempão só parados esperando que algo acontecesse. Eu observava tudo completamente encantada. O cenário de época, os figurantes entrando e saindo da van na lateral e posso jurar que vi alguém acenando da janela do apartamento. Se não foi a Amanda (Mary Watson) eu não sei quem era.

Eu olhava para o relógio, meu tempo acabando. Eu deveria sair dali até 13:40 se quisesse chegar em casa a tempo. Saí quase 1h depois. Mas valeu muito a pena, porque pude ver Steven Moffat e Mark  Gatiss andando a menos de 2 metros de mim. Minhas mãos tremiam enquanto eu mandava mensagem pra Deni, meu irmão e meu namorado, e não era de frio. Meus olhos brilhavam e eu com certeza estava com a maior cara de retardada. Quando eles saíram do Speedy’s e caminharam em direção aos fãs eu não consegui entender porque estava todo mundo calado. São os produtores da série! Um deles atua nela também! Qual o problema de vocês britânicos?? Como boa brasileira que sou, gritei pelo nome do Mark e dei um tchauzinho. Receber um aceno dele de volta fez meu coração parar. E daí que todo mundo virou pra mim quando eu gritei? MARK GATISS ME VIU E ACENOU PRA MIM!

setlock

Quando se está diante das pessoas que fazem sua série preferida, na cidade que você sempre sonhou em conhecer, você não consegue pensar direito. Moffat e Mark saíram calmamente, sem segurança acompanhando, nem nada. Eu quis ir atrás deles e pedir por uma foto, um autógrafo. Eu devia ter levado o meu Casebook da série para alguém autografar caso aparecesse, eu devia ter posto em prática a ideia de levar um presente pro neném do Benedict, quem sabe alguém pudesse entregar pra mim. Mas em vez disso, eu só fiquei parada, ensaiando as falas na minha cabeça. Quando saí atrás dos dois, eles tinham sumido de vista. Juro que entrei em todos os cafés da redondeza procurando por eles, em vão.

Fotos tiradas com a câmera do celular, de longe, por uma mão que não parava de tremer.

Fotos tiradas com a câmera do celular, de longe, por uma mão que não parava de tremer.

Ficou mesmo umas poucas fotos, um turbilhão de sentimentos e lembranças que vou levar comigo pra vida toda. Um dia que nada nem ninguém vai conseguir apagar. O dia 7 de fevereiro de 2015. O dia em que presenciei uma setlock. O dia em que vi Steven Moffat e Mark Gatiss. O dia em que quase conheci Benedict Cumberbatch. O dia em que ser fã, mais do que nunca, fez sentido pra mim.

 

Esse post não ia sair hoje, porque eu já tinha algo programado, mas a BBC decidiu destruir minha vida ea gora estou tendo um ataque de fangril por causa disso:

Imagem de Amostra do You Tube

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