Categoria "Livros"

Sobre Como Eu Era Antes de Você e uma sociedade que não cansa de ditar regras

Em 11.06.2016   Arquivado em Cinema, Livros, Pessoal

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Como Eu Era Antes de Você é um filme que está sendo bastante aguardado recentemente, principalmente pelos fãs fervorosos do livro como eu – e eu nem acredito que finalmente vi Will e Lou ganharem vida na tela! Mas, a criação de Jojo Moyes também virou uma febre, e bastou sair o trailer para milhões de pessoas se juntarem à fila de ansiosos pelo filme. Muita gente foi lá e leu o livro, mas sempre tem aquela parcela que prefere esperar pela adaptação para o cinema. E é exatamente aí que mora o perigo.

Vamos ser sinceros, Como Eu Era Antes de Você não é um romance tradicional e clichê, digamos assim. É uma história com uma temática um tanto polêmica por trás do romance. E muita gente está indo ao cinema esperando um filme do Nicholas Sparks. Daí vem o choque, como veio para todos que leram o livro.

O que quero dizer é que tenho observado algumas críticas lá de fora, as pessoas falando mal e até organizando movimentos contra a trama ou a autora. E tudo bem, qualquer um tem direito de não gostar do livro/filme, mas é preciso ter maturidade suficiente para entender que não é só porque a história vai contra suas expectativas ou princípios que ela é obrigatoriamente ruim e desrespeitosa.

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Como Eu Era Antes de Você não desqualifica a vida de um cadeirante, pelo contrário, mostra as dificuldades de ser um: a falta de acessibilidade, os olhares tortos, os comentários desagradáveis de pena e curiosidade. No livro, Lou entra em contato com outros tetraplégicos, seus familiares e cuidadores, e escuta relatos de dificuldades, mas também de alegrias e conquistas de cada um deles. Todos ao redor de Will querem e acreditam que ele pode ter uma vida normal e feliz mesmo em cima de uma cadeira de rodas.

Como Eu Era Antes de Você defende a escolha de uma pessoa que está sim em perfeitas condições mentais para fazê-la. O próprio Will brinca que seu cérebro ainda não está paralisado e ele tem plena consciência de tudo que está ao seu redor. Quando alguém afirma o contrário é esse alguém que está desqualificando um cadeirante, e não a autora.

E talvez esse tenha sido um erro do filme, deixar a temática polêmica (e extremamente necessária) totalmente em segundo plano, apesar de, ainda assim, ser perfeitamente compreensível a intenção de todos ali.

O filme não é perfeito quando olhado por alguém que tem o livro como um dos seus preferidos da vida, como eu, mas o que me deixou realmente triste foram todos os comentários negativos de quem, na verdade, não entendeu a mensagem. Como Eu Era Antes de Você está sendo incompreendido por muitas pessoas ao redor do mundo e é isso que me angustia. O problema é que as pessoas se acham no direito de determinar o que é certo ou errado para as outras, não há direito a escolha porque, automaticamente, uma se torna errada e todos que participaram dela serão julgados e excluídos para sempre. Usam a religião, os direitos humanos, a ciência, e o que mais estiver ao seu alcance apenas para mascarar uma opinião unicamente pessoal. São pessoas que falam de egoísmo e falta de sensibilidade mas na verdade elas que estão sendo egoístas e insensíveis. Eu não sei o que é melhor para o meu vizinho, porque o que eu vejo não é amplo o suficiente, e o que eu acho realmente não importa – ou ao menos não deveria importar.

Essa (ainda) não é uma resenha sobre o filme, é um desabafo e um simples esclarecimento de que eu amo Will Traynor e vou defender não só a ele, mas a sua escolha, também.

Filme x Livro: A Abadia de Northanger

Em 05.06.2016   Arquivado em Cinema, Livros

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Escrito em 1797, A Abadia de Northanger é, talvez, um dos livros mais leves e cômicos de Jane Austen. Narra a trajetória de Catherine Morland em sua visita a Bath, onde conhece dois jovens e suas respectivas irmãs, criando laços de amizade e admiração.

Na verdade, o livro é uma espécie de manifesto ao gênero romântico, criticando o fato de romances serem considerados livros inferiores e “de mulherzinha”. A forma como é escrito deixa essas intenções de Jane bem claras, sempre conversando com o leitor e fazendo alusões a “Os Mistérios de Udolpho“, romance gótico de Ann Radcliffe, que a protagonista lê durante toda a trama.

“A pessoa, seja um cavalheiro ou uma dama, que não tem prazer com um bom romance deve ser intoleravelmente estúpida.”

Confesso que a leitura demorou um pouco para fluir, pois, independente da quantidade de páginas, sempre considero os livros de Jane Austen extensos, por causa da linguagem rebuscada e dos parágrafos grandes demais. Mas do meio para o fim tornou-se uma leitura muito leve e deliciosa, principalmente a partir do momento que Catherine visita a Abadia.

As personagens são, como sempre, um retrato bem fiel – e talvez um pouco generalizado, me atrevo a dizer – da época e não me surpreende que no início eu tenha ficado um pouco em dúvida sobre para qual dos dois pretendentes de Catherine torcer, afinal, Jane Austen sabe bem como criar homens cativantes. Com Henry Tillney não poderia ser diferente, que rapaz encantador! Não demorou muito para meu coração pender (forte) para um lado. Catherine é uma jovem curiosa e simpática, extremamente afeiçoada às pessoas e fiel a seus amigos. Em resumo, é um amor de menina.

Quanto ao filme, assisti a versão de 2007, com a linda Felicity Jones (e não sei se há outras por aí, mas não me surpreenderia se encontrasse) e confesso que, de todas as adaptações para cinema e tv das obras de Austen que já vi – e olhas que não foram poucas – essa foi a que menos gostei até agora. Na minha opinião poderia ter sido mais fiel à estória original, apesar de algumas falas serem idênticas ao livro. No entanto, alguns detalhes que foram mudados me pareceram fazer uma diferença pequena, mas significativa. Além de terem apressado muito o desenvolvimento da trama.

Outro fator que me incomodou na adaptação foi o exagero cômico. Entende-se perfeitamente que o livro é uma espécie de sátira aos romances góticos e apresenta uma escrita mais leve e divertida, mas, para mim, o humor no filme ficou um tanto exagerado. Algumas cenas jamais foram escritas por Jane Auste e ouso dizer que jamais seriam e só serviram como um apelo para agradar aos mais variados públicos no filme.

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Ainda assim, entendo que algumas mudanças e acréscimos só tornaram o sr. Tillney ainda mais encantador e disso ninguém está reclamando, que fique bem claro. A boa e velha licença poética que a gente sabe que existe no cinema. Vale ressaltar que gostei do elenco.

O filme pode ser assistido online e legendado aqui. Quanto ao livro, o meu exemplar é da Landmark, uma edição bilíngue e com uma tradução que não deixa brechas para reclamações.

Livros | Tag Arco-Íris

Em 25.05.2016   Arquivado em Book Club, Livros

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Atrasadinha com as postagens do Book Club e todas as outras por motivos de estou sem computador, mas dando sempre um jeito de não deixar juntar poeira por aqui. Esse mês decidimos colorir o grupo e os bloguinhos com a tag Arco-Íris, que consiste em escolher um livro que tenha a capa ou lombada com cada uma das sete cores do arco-íris.

Vermelho: Nós – David Nicholls

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Nós foi o último livro resenhado aqui no blog e mais uma das obras de arte do David Nicholls, esse homem maravilhoso. É um drama familiar bem humorado, bem escrito e praticamente um guia turístico da Europa. [Leia a resenha]

Laranja: Um Dia – David Nicholls

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Mais um do David porque eu amo tudo que esse cidadão escreve. Um Dia é um dos meus livros preferidos então estou sempre falando dele, indicando e quotando em toda e qualquer oportunidade. [Leia a resenha]

Amarelo: Diário de Uma Paixão

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Eu já fui fã da fórmula água com açúcar do Nicholas Sparks, mas hoje, apenas um livro dele ocupa um lugar na minha lista de preferidos. Eu acho Diário de Uma Paixão uma das mais lindas histórias de amor já escritas e amo a forma como o Noah cuida da Alie o tempo todo.

Verde: Por Lugares Incríveis – Jennifer Niven 

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Um livro que faz realmente jus ao título e que ganhou meu coração sem precisar de muito esforço. Um dos mais lindos que já li até hoje e um dos primeiros a ser indicado quando alguém me pede uma sugestão de leitura. [Leia a resenha]

Azul: O Menino do Pijama Listrado – John Boyne

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Eu tenho uma certa resistência quanto a livros narrados por crianças, mas John Boyne soube me cativar e me prender. Acho incrível a forma como o autor consegue abordar temas tão sérios de uma forma tão pura e inocente. [Leia a resenha]

Anil: Doctor Who -12 Doutores – Vários Autores

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Esse ainda faz parte da meta de leitura, confesso que ainda não li nenhum conto, mesmo morrendo de saudade da série que só volta no próximo ano. Doctor Who é uma das minhas preferidas da vida, então estou com grandes expectativas quanto ao livro, tanto para reviver as aventuras dos meus doutores favoritos, como também para conhecer os da Era Clássica.

Lilás: Alice – Lewis Carroll

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Essa edição maravilhosa da Zahar traz Alice no País das Maravilhas e Através do Espelho e eu já perdi a conta de quantas vezes reli, seja o livro inteiro ou alguma partes específicas. É o meu livro de cabeceira, para o qual eu sempre acabo voltando.

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