Categoria "Cinema"

Cinema | Guerra Civil

Em 30.04.2016   Arquivado em Cinema

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Guerra Civil era um dos filmes mais aguardados por mim nesse ano, tanto que comprei meu ingresso com quase 1 mês de antecedência, providenciei minha camisa e fui assistir na estréia. A divulgação está excelente e continua firme e forte, já que o filme só estreia na próxima semana nos Estados Unidos, e eu estava extremamente empolgada, com a expectativa lá em cima. E talvez esse tenha sido o meu erro, criar tanta expectativa.

A semelhança com os quadrinhos é mínima, e isso já era de se esperar, haja visto que não tinha como trazer para o cinema todos os personagens e detalhes da HQ com toda essa coisa de direito dos x-men, orçamento e tudo mais. Ter o Homem Aranha no filme já foi uma grande vitória e eu, que nunca gostei muito do Spider, preciso admitir que adorei esse primeiro contato com o aranha na Marvel. Ele e o Homem Formiga são os principais responsáveis pelo alívio cômico em um filme bem dramático (do jeito que eu gosto).

Adorei essa nova formação dos Vingadores e o filme já começa com eles trabalhando em equipe de uma forma bem sincronizada. As relações de amizade e companheirismo estão bem marcadas no filme, o que eu considerei bem importante, já que se trata de uma “guerra”, onde um grupo bem unido acaba precisando se dividir.

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Isso é algo que sempre gostei nos filmes da Marvel, o fato de aprofundar bem seus personagens, os constrói em cima de uma história sólida, de um passado que de vez em quando insiste em voltar e resultar em certas consequências que mexe não só com o individual, mas também com o coletivo. Em Guerra Civil conseguimos penetrar um pouquinho na armadura de Tony Stark que, mesmo se escondendo por trás de todo sarcasmo que já conhecemos, ainda deixa transparecer suas fraquezas. Do outro lado, o ponto fraco do Steve sempre esteve lá a vista de todos, ele é mais acessível, não esconde seus sentimentos. O Capitão sempre foi mais emoção do que razão, por mais que ele tente manter um equilíbrio, e nesse filme não tinha como ser diferente.

Visão permanece sendo aquela coisinha maravilhosa que eu amo muito e percebemos um  certo interesse romântico da parte dele em relação a Feiticeira Escarlate (que é poderosíssima, né?) Não é surpresa encontrar Gavião Arqueiro, Máquina de Combate e Falcão bem certos quanto ao lado de quem ficar, porque, não sejamos hipócritas, sempre deu para notar uma certa preferência. Mas se tem alguém que tenta ser imparcial nessa história toda é a Viúva Negra.

Os novatos também merecem destaque. Como já falei, curti bastante o Aranha e estou com um bom pressentimento sobre o filme dele. Mas vamos falar do Pantera Negra que é, talvez, o melhor personagem do filme todo. Tá incrível, extremamente bem construído e trabalhado. Adorei.

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Os personagens estão incríveis, as cenas de ação maravilhosas (principalmente na edição em 3D), mas achei o final um pouco aleatório demais. Muita gente amou, então talvez o problema seja com toda a expectativa que eu criei. Não achei ruim, longe disso, só não foi o melhor filme da Marvel como eu esperava que seria.

No mais, estou feliz e aliviada porque Steve Rogers não me decepcionou, agiu exatamente como eu esperava que ele fosse agir (e parte de mim acredita que eu falaria isso de qualquer forma, porque amo Steve Rogers e vou sempre protegê-lo). O Tony foi uma surpresa realmente agradável. Eu estava com muito medo de que fossem deturpar a imagem desses dois para alcançar o objetivo do filme, seja ele qual fosse.

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Guerra Civil é um filme dramático, com algumas cenas divertidas, bastante intenso e nem dá para sentir o tempo passar, apesar das quase 3 horas de duração, não é cansativo em momento algum.

E aqui vai a utilidade pública: são DUAS cenas pós crédito.

p.s: valeu, John Waton, Sherlock tá orgulhoso!

Precisamos falar sobre o Adam (e o autismo)

Em 04.04.2016   Arquivado em Cinema, Psicologia

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Adam é o nome do filme, mas também é o nome do personagem, a representação de muitas pessoas que sofrem da síndrome de Asperger, ou do autismo.

Logo na primeira vez em que assisti, há uns dois anos, o filme já entrou para minha lista de queridinhos. Não tão recentemente assim ele chegou ao catálogo da Netflix e eu fiquei morrendo de vontade de rever, mas fui protelando. Até que esses dias, depois de uma palestra incrível sobre autismo que assisti na faculdade, eu decidi dar play. E então eu me lembrei o porquê de Adam – o filme e o personagem – ter me cativado tanto.

É tudo tão leve, tranquilo e aparentemente simples. Em certos momentos é engraçado, em outros é romântico e em alguns é um pouco angustiante.Consegue ser calmo e caótico ao mesmo tempo. É real. É sensível. É bonito. É delicado.

Adam é um jovem simpático, extremamente inteligente e com vontade de fazer amigos, mas tem certa dificuldade em se relacionar com as pessoas, em entender o que elas realmente querem dizer ou estão sentindo. Tudo isso porque Adam tem Asperger, hoje considerado um transtorno no espectro do autismo. Ele acaba de perder o pai e sua vida começa a complicar, porque ele percebe que não é nada fácil ter que se virar sozinho sem suas habilidades sociais. Até que um dia Adam esbarra com sua vizinha Beth, ela acaba se encantando pelo jeito dele e um relacionamento começa a se desenvolver entre os dois.

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O filme é bem sutil ao tratar do Asperger, mas nem por isso deixa de ser fiel ao transtorno. Mostra os desafios que o indivíduo precisa enfrentar todos os dias, a frustração por querer socializar, se misturar, e não conseguir. Discute as dificuldades extras que há em um relacionamento assim.

E, apesar de eu parecer suspeita para falar de Hugh Dancy (porque tô sempre elogiando o moço), eu juro a vocês que ele está realmente incrível nesse filme. Não é um papel fácil, mas Hugh mostra que sabe dar conta do trabalho (caso o contrário o seu Will, de Hannibal, não teria feito tanto sucesso). Ele está maravilhoso! E me deixa ainda com mais vontade de colocá-lo num potinho e cuidar e admirar para sempre.

É perfeitamente possível enxergar a diferença entre a vida de um Asperger e de um neuro típico, mas, se você olhar bem, o filme vai além disso. Ao mostrar o autismo na idade adulta e a importância do afeto, o longa consegue nos provar que todo mundo é capaz de viver uma vida normal, na medida do possível.

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Eu sou completamente apaixonada pela forma com que a história é contada, numa espécie de inocência, como se estivéssemos vendo pelos olhos de Adam. É um dos filmes mais lindos que já vi na vida, que me toca profundamente em todas as vezes em que assisto.

Imagem de Amostra do You Tube

 

Ficha Técnica
Título Original: Adam | Ano: 2009
Direção: Max Mayer
Duração: 99 minutos

Eu amo Steve Rogers e vou protegê-lo

Em 11.03.2016   Arquivado em Cinema, Pessoal

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O título é autoexplicativo e eu poderia perfeitamente só jogar ele aqui e sair com o sentimento de trabalho feito, mas optei pelo textão, então vai ter textão, sim!!!

Primeiro vamos partir do pressuposto de que, se eu estivesse no meio da Guerra Civil, o mais sensato a se fazer seria me unir a Stephen Strange, preparar a pipoca e assistir a tudo de longe, já que os dois lados da disputa são perfeitamente compreensíveis. Mas acontece que, assim como Steve Rogers, eu sou 100% coração e sou incapaz de sequer cogitar não apoiar qualquer decisão que o amor da minha vida tome. Então aqui estou eu comparecendo ao #TeamCap.

Antes de seguir em frente com minha linha de raciocínio quero deixar claro que eu não odeio Tony Stark, muitíssimo pelo contrário e muito menos acredito que ele esteja errado. Não sei ao certo qual ideia vai embasar o filme, mas, partindo da HQ, a intenção de Tony é extremamente louvável e compreensível. Pelo que vimos nos trailers e em toda divulgação do filme – me corrijam se eu estiver errada -, a guerra é motivada por uma explosão provavelmente causada pelo Bucky – estando ele em plena consciência de suas faculdades mentais ou não (mas acredito eu que não esteja) -. Por causa disso, o Soldado Invernal está sendo procurado, ao mesmo tempo em que as autoridades sugerem uma espécie de catalogação dos heróis para melhor controle e segurança dos civis. Tony Stark é a favor disso. Ok, até aí nada contra. O que alguns podem estar esquecendo é do jeito arrogante e, quase sempre, egoísta do Homem de Ferro que acaba estragando tudo, por mais que suas intenções sejam as melhores. A ideia é boa, a execução nem tanto.

Agora vamos ver o outro lado. Tudo que o Steve quer é salvar e proteger o Bucky, que é seu melhor amigo desde a infância, a única coisa que restou da vida que ele costumava levar. E, como já disse lá em cima, o rapaz Steve Rogers é uma manteiga derretida, todo sentimental e movido pelo coração, awn. E pode ser que no meio de tudo isso ele acabe se perdendo e fugindo um pouco dos seus princípios. Mas quem pode culpá-lo? E quem um dia irá dizer que não existe razão nas coisas feitas pelo coração?

Eu cansei de escutar as pessoas me dizendo que não gostam do Capitão porque ele era um chato, todo certinho e blá blá blá. E olha que eu nem costumo gostar dos mocinhos, me sinto mais atraída pelos bad boys que tem todo um histórico que os levaram a ser assim e tudo mais (como o Tony, por exemplo). Mas eu admiro o Steve exatamente por ele ser desse jeitinho, correto e pacífico, mas que sabe a hora de calar alguém com um bom soco, quando esse alguém faz por merecer.

Vejam bem, é aquela coisa que eu sempre falo que me atrai: a construção do personagem, o apelo psicológico, o histórico. E para mim, todos os personagens da Marvel são extremamente bem construídos, mas é o Capitão América que tá no topo até agora.

Vamos voltar um pouquinho e fazer uma breve retrospectiva por tudo que esse cidadão já passou. O cara nasceu cheio de doença, todo pequenininho e fracote, incapaz de ser um soldado que luta pela sua nação. Mas mesmo assim ele não desistiu do seu sonho, foi lá atrás e até aceitou ser cobaia de um experimento totalmente desconhecido desde que aquilo o tornasse um herói de guerra. O que ele se torna? Um garoto propaganda, um fantoche que canta, dança, tira fotos e dá autógrafos. E aí tem a Peggy, por quem Steve se apaixona e isso é lindo (o otp mais maravilhoso da Marvel) mas então mais uma vez ele decide lutar por aquilo que acredita, decide fazer um melhor uso do seu uniforme e vira, de fato, o Capitão América, o herói da Guerra. E então ele vê o melhor amigo morrer por causa dele. Daí o cara é congelado antes mesmo de ter a chance de pagar a dança que deve a namoradinha. Anos depois é descongelado em uma época em que o grande amor da sua vida está casada e  à beira da morte, uma época em que ele não conhece nada nem ninguém e precisa aprender a usar o Google para entender todas as referências e acontecimentos importantes que ele anota num caderninho. Faz novos amigos e, quando ele menos espera, o melhor amigo volta como seu maior inimigo e tenta matar não só a ele, mas todo mundo ao redor. Quando ele tenta salvar e proteger o amigo, briga com os outros e acaba dividindo o grupo que ele tanto batalhou para manter unido e em paz. Tá achando pouco? O cara se rende (por esses mesmos amigos que um dia lutaram contra ele), vai preso e morre. Não sabia? Então perdoa o spoiler e segura a novidade: ele morre!

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E mesmo depois de tudo que ele passou, Steve se manteve íntegro e nunca perdeu seu jeito gentil e justo de ser ou, como alguns preferem chamar, Steve escolheu ser o chato politicamente correto. E é por isso que eu o admiro. E é por isso que eu sou Team Cap.

Porque quando o Tony fez a merda dele lá com o Ultron e todo mundo começou a apedrejar o Stark o que foi que o Capitão falou? “Vamos dar um jeito nisso, JUNTOS.” E fez de tudo para manter o grupo unido, porque separados eles cairiam. E caíram. Caíram porque, quando Steve seguiu seu coração e seu instinto de justiça para proteger o melhor amigo, os novos amiguinhos decidiram lutar de frente com ele. Ninguém sentou e conversou. Quantos estão dispostos a entender o lado dele e perdoarem o que ele faz pelo melhor amigo?

E pode ser que eu quebre minha cara no filme. Pode ser que eu sinta raiva do Capitão em algum momento ou dois, mas é pelo todo, por tudo isso aqui que eu amo Steve Rogers e vou protegê-lo.

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Então nada contra quem é #TeamIronMan, inclusive tenho amigos que são. Seja do time que você quiser, ou não seja de nenhum. Porque ninguém tá 100% certo ou 100% errado, apenas siga seus instintos e assuma uma posição a partir do que você acredita. Eu só queria gritar pro mundo todo o porquê de apoiar meu amô, apesar de qualquer coisa que possa vir a acontecer, e lembrar que: Steve Rogers it’s just a baby not a villain.

Esse post foi motivado pelo trailer que saiu recentemente e por todas as picuinhas dos amigos nas redes sociais (eu ainda amo vocês. Separados cairemos, mas unidos venceremos, então continuem me amando também).

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