Where you lead, I will follow, anywhere

Em 25.11.2016   Arquivado em Pessoal, Séries

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Foi recentemente que eu descobri ser uma garota Gilmore, apenas há alguns meses. E desde então, desde a última reunião na casa de Emily e Richard, eu espero ansiosamente pelo reencontro com a minha família. Finalmente o dia chegou. Obrigada, Netflix, por promover esse de volta para a minha terra.

Crises de ansiedade, expectativas gigantescas criadas, vídeos e imagens promocionais tomando conta de todos os meus feeds. Era de se esperar o óbvio,  que eu acordasse cedinho para tentar encaixar os episódios na minha rotina corrida e conseguir assistir tudinho ainda dia 25. Pois bem, aqui estou eu, vitoriosa.

Desde já vou abrir o jogo e ser sincera, não foi perfeito, ficaram muitas pontas soltas. Mas se serve de consolo, não acho que teria como ser. Porque ninguém gosta de despedidas, nunca é o que a gente quer. E não tinha como finalizar todos os arcos e matar a saudade gigantesca com apenas quatro episódios, nem mesmo se eles tivessem 3 horas de duração. Ainda assim, foi lindo e aqueceu meu coração (mesmo no inverno).

Devo alertar também que esse revival não está para brincadeiras, bastou dar play no primeiro episódio para, logo nos primeiros segundos, começar a chorar. E depois sorrir. E em seguida chorar de novo. Porque esse é o meu jeitinho (e aparentemente o dos Paladinos também). Ver todo mundo reunido para ouvir o Taylor em Stars Hollow, ou tomando um café no Luke’s; todo mundo do mesmo jeitinho, preservando o ritmo dos diálogos, o humor, e as milhares de referências, é um presente para os fãs. Se eu, que vi a série pela primeira vez esse ano, me senti grata e em casa, imagina quem é fã de longa data e espera por esse revival há quase dez anos! É como abrir aquela caixinha de memórias que a gente guarda no fundo do armário. É se emocionar com tudo de novo.

Entrar na casa dos Gilmore talvez seja a parte mais dolorosa, porque a gente sabe que Emily e Richard sempre foram a essência dos jantares de sexta. E dói olhar para o carrinho de bebidas na sala de estar. Viver o luto é inevitável.

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E como não poderia deixar de ser, Gilmore Girls é uma série sobre família. O relacionamento de Emily e Lorelai se desenvolve e evolui de uma forma incrível nesses quatro episódios, o que, de uma maneira bem pessoal, me atingiu mais uma vez, só que agora de um jeito maravilhoso. As cenas da Lorelai com o Luke nos dão vontade de viver e como foi gostoso ver o Kirk de novo! Rory, aos 32 anos, ainda busca um rumo na vida, e não foi tão difícil assim se identificar com ela, mesmo que o desenvolvimento da personagem tenha deixado a desejar (mas quem aqui está surpresa com Rory sendo Rory? Não eu). O importante é que para onde um vai, todos os outros vão também. Assim como eu, where they lead, I will follow, anywhere.

Antes mesmo de qualquer informação sobre o revival eu já teorizava sobre as quatro palavras finais, e afirmo que elas de fato passaram pela minha cabeça. O que me surpreendeu um pouco foi, na verdade, o contexto. E foi exatamente isso que me deixou com pensamento conflitantes sobre o final. Eu gostei? Não gostei? Me decepcionou? Foi clichê? Não sei. Só sei que consigo enxergar o por quê dessas palavras finais e fico feliz com a perspectiva do que pode estar por vir. E seria incrível acompanhar, porque longe de mim estar satisfeita com quatro episódios, mas também gosto da ideia de carregar esses personagens e essa história na memória e na imaginação, pra recordar e reinventar sempre que tiver vontade.

Algumas coisas não saíram como eu desejava e muita gente não mereceu o final que teve, mas a vida real é assim também. O importante, pra mim, foi poder matar a saudade, e poder dar aos criadores da série a chance de finalizarem o seu trabalho do jeitinho que acharam correto. E eu amei cada minuto dessa nostalgia que me foi proporcionada. Obrigada a todos os envolvidos por me dar a certeza de que sim, Outono sempre foi a minha estação preferida, mas há beleza em cada uma delas.

 

Autorretrato: menina se encanta pelo livro do Destino

Em 12.11.2016   Arquivado em Livros, Pessoal

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Depois de passearem pelo Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro, Noah e Jude finalmente chegaram à minha casa, aqui no Piauí. Trouxeram muita poesia e muita arte pra minha vida, através das palavras de Jandy Nelson. E hoje eu sei que foi obra do Destino, eu precisava ler esse livro.

“Afinal, quem sabe? Quem sabe alguma coisa? Quem sabe quem está no controle? Ou o quê? Ou como? Quem sabe se o destino é apenas como você conta para si mesmo a história da sua vida? (…) Ninguém sabe. Assim combatemos os mistérios, cada um do seu jeito. E alguns de nós conseguimos flutuar em torno de um mistério e nos sentimos em casa.”

Eu Te Darei o Sol conta a história de dois irmãos gêmeos que costumavam ser inseparáveis, até começarem a competir não só pela atenção dos pais, mas também por uma vaga na melhor escola de Arte da Califórnia. Uma tragédia acaba transformando suas vidas e suas personalidades, engolidos pelo ciúme, insegurança e mal-entendidos.

“Ou talvez uma pessoa seja feita de várias pessoas. Talvez estejamos acumulando novas personalidades o tempo todo. – Carregando-as ao fazermos nossas escolhas, boas e más, enquanto erramos, organizamos, perdemos a cabeça, encontramos nossa cabeça, desabamos, nos olhamos no mundo, ao criarmos coisas e destruirmos coisas”.

Narrados pelos pontos de vista de Noah, no passado, e Jude, no presente, a história vai se misturando e se moldando em uma perspectiva de tempo não linear, bagunçando nossa cabeça e nos envolvendo completamente. Noah desenha retratos e autorretrados dentro e fora da sua mente em todas as situações da sua vida, porque ele é o impulso arrebatador. Jude escreve sua própria Bíblia, completando os mantras e lições da avó já falecida e sua única amiga. Ela escreve seu próprio Destino mesmo quando acha que está indo contra ele.

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Como diz na própria capa, “o amor é apenas a metade da história“, porque a outra metade nos fala sobre perdas, inseguranças, autoaceitação e perdão. É um livro sobre relações familiares, sejam elas entre irmãos ou entre pais e filhos ou entre os próprios pais. Eu Te Darei o Sol alimenta a minha crença de que as pessoas entram em nossa vida por um motivo, porque afinal, “talvez algumas pessoas simplesmente tenham sido feitas para estar na mesma história“.

A escrita de Jandy é tão encantadora que quando menos me dei conta já havia gastado metade  do bloquinho de post-its. São passagens poéticas e metáforas visuais que despertam o melhor da nossa imaginação e nos permite ler em cores e visualizar todos os desenhos de Noah e as esculturas de Jude. Mas, acima de tudo, nos permite sentir. Porque é um livro lotado de emoções intensas, que se misturam e se confundem ao longo dos capítulos.

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Vez ou outra, a trama cai em alguns clichês dos YA, mas longe de mim reclamar. Porque clichê nenhum seria capaz de diminuir a beleza ou a importância dessa história. Me atrevo a dizer até que alguns desses clichês a tornaram ainda mais irresistível.

A minha experiência com esse livro foi ainda mais incrível porque Eu Te Darei o Sol adora viajar e chegou até mim recheado de comentários divertidos e pessoais da Débora e da Tici. Poder interagir com as meninas e conversar com elas pelas páginas do livro foi algo maravilhoso e tornou a leitura ainda mais especial. Das minhas mãos ele segue para as da Nina, de volta ao Rio Grande do Sul, para pintar novos retratos e autorretratos, dando continuidade a Profecia, até todas nós encontrarmos o Ralph.

“Viro-me, lembrando novamente que fomos feitos juntos, célula a célula. Somos a companhia um do outro desde quando não tínhamos ainda olhos ou mãos. Antes mesmo de termos alma”.

 

O coração dispara, tropeça, quase para

Em 09.11.2016   Arquivado em Música

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Pego emprestado as palavras de Tiago Iorc para contar como foi minha experiência de ver esse rapaz, que eu já acompanho há anos, bem de pertinho. Porque foi exatamente assim, um coração disparado, tropeçante e  que quase parou no meio do caminho; meu coração de fã que amou te ver, Tiago.

Não foi fácil chegar até aqui. O show do Tiago em Teresina foi adiado três vezes em um intervalo de 1 ano e eu enlouqueci em todas elas. Não sei se vocês já sabem, mas Tiago Iorc não foi somente um dos meus primeiros crushes na vida, mas também alguém que marcou toda minha adolescência.

Show finalmente confirmado, os ingressos (das duas sessões!!!) esgotaram em pouco menos de 2 horas e eu não consegui garantir o meu. Fiquei tão triste que faltei a primeira aula na faculdade e me arrastei pelas outras o resto do dia. Meu pai, que se tornou tiete do rapaz Iorc nos últimos meses, também ficou arrasado. Foram dias fazendo drama nas redes sociais, construindo todo um muro das lamentações até que, uma noite antes do show, me ofereceram um ingresso pelo preço de compra. Porque Deus é bom e me ama. E porque eu fiz tanto drama que alguém se sensibilizou (sabia que minha dramaticidade ainda me renderia um Oscar ou um ingresso pra ver o Tiago Iorc) Meia hora antes do show consegui outro para o meu pai e então lá estávamos nós, a pouquíssimos metros do palco, tietando. E isso de poder curtir o show com o meu pai do lado, tornou a noite ainda mais especial.

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Foi uma noite incrível, porque Tiago é incrível, a simpatia em pessoa. Um bolinho que eu quero colocar num potinho e amar e proteger para todo o sempre. Carisma e talento transbordam do palco e a sensação de ouvir um coro enorme cantar as músicas do menino que um dia cantava No One There, Nothing But a Song e Scared no meu mp3 é indescritível. Eu sou realmente uma fã orgulhosa e imensamente feliz.

A atmosfera de um teatro combina perfeitamente com o estilo das suas músicas, e a proximidade com o público torna tudo mais intenso. Tiago está sempre interagindo com todo mundo, propondo brincadeiras durante o show, dividindo o teatro ao meio para que cada grupo cante uma parte diferente da música.

O repertório incluiu todo o último disco, Troco Likes, além de Mulher e Chega Pra Cá , faixas do EP Sigo de Volta e sua versão acústica da música Bang, da Anitta e Sorte, de Caetano Veloso. Me Encontra, composição de Tiago junto com a Sandy, se tornou um dueto com o público, e ficou a coisa mais linda! Tanto que ao postar um vídeo em seu instagram e marcar Sandy ela respondeu dizendo “Me espera também que eu pego um avião e chego aí”.

Imagem de Amostra do You Tube

O show do Tiago Iorc em Teresina fez parte do Projeto Seis e Meia, do Governo do Estado, que tem como objetivo incentivar as pessoas a irem ao Teatro. Infelizmente, o Theatro 4 de Setembro tem uma lotação muito pequena e deixou muito fã sem a oportunidade de ver Tiago de pertinho, mesmo com as duas sessões. Fica então a torcida para que ele volte, dessa vez em um lugar maior, quem sabe. Se isso acontecer eu prometo ser mais rápida e garantir logo meu ingresso!

 

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