Cinema | A fórmula de John Carney que nunca falha

Em 24.08.2016   Arquivado em Cinema, Música

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Begin Again é um dos queridinhos da minha vida, se tratando de filme, elenco, roteiro e, principalmente, trilha sonora. Meu filminho que eu indico pra qualquer estranho na rua, que assisto quinhentas vezes no ano e que estou sempre cantarolando as músicas. O responsável por tudo isso é John Carney, o mesmo que lá em 2006 produziu Once, outro filme delicinha com uma trilha sonora pra ninguém colocar defeito.

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Esse ano foi a vez de Sing Street ganhar meu coração. Ambientado na Irlanda dos anos 80, o filme mostra a história de Conor, um jovem que adora compor suas próprias músicas e se vê irremediavelmente apaixonado por Raphina, uma garota incomum que ele conhece na porta da nova escola. Para tentar impressioná-la, ele decide criar uma banda e convidá-la para ser sua modelo, a musa de seus clipes.

Imagem de Amostra do You Tube

O romance é leve e se  desenvolve de maneira bem natural, daquele jeito que só John Carney sabe fazer. Conor está passando por uma fase complicada em casa, com algumas dificuldades financeiras e os pais se separando, ele precisa mudar de escola, onde sofre na mão dos novos colegas e professores. Sem conhecer absolutamente ninguém, ele precisa fazer amigos urgentemente, ou então não conseguirá criar a banda para ganhar a sua garota.

Sing Street é um filme sobre descobertas e dificuldades adolescentes e nisso ele se diferencia um pouco dos dois primeiros filmes de Carney. Tem aquela vibe gostosa de The Breakfast Club, que nos transporta para mais pertinho dos personagens. Ao longo do filme vemos Conor criar laços com os meninos da banda e até mesmo fortalecer o já existente com seu irmão mais velho; o vemos numa busca constante pela definição de sua identidade, principalmente através das roupas, dos cortes de cabelo; o vemos cantar suas dúvidas e sentimentos em relação a menina por quem está apaixonado. A banda transforma Conor e isso é lindo de ver.

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Obviamente não dá para chegar até aqui, falando de um filme de John Carney, sem tocar no ponto crucial que a trilha sonora. Antes mesmo da metade do filme eu já estava baixando a soundtrack composta por Motorhead, Duran Duran, A-HA e The Cure, além de uma faixa especial gravada por Adam Levine (aparentemente a parceria em Begin Again deu muito certo, nenhuma novidade por aqui). Mas são as músicas autorais, assinadas pela Sing Street que conquistam e fazem toda a diferença.

É a fórmula (nem tão) secreta de John Carney: filme independente com um roteiro leve sobre amor e uma trilha sonora incrível. Em Sing Street, a magia dos anos 80 é um apenas um bônus que simplesmente não dá para ignorar. Quem curte a época com toda certeza irá amar não só o filme, mas também os clipes inusitados e divertidos dos meninos da banda.

sing-street-2016-film-rcm762x429uFicha Técnica:
Título: Sing Street | Ano: 2016
Roteiro e Direção: John Carney | Duração: 106 minutos

Sobre gente talentosa pertinho de você

Em 21.08.2016   Arquivado em Música, Pessoal, Teatro

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Ano passado eu conheci o New Time e falei dele aqui no bloguinho, mas se você não sabe do que eu estou falando, explico. É um musical produzido, cantado e dançado por gente talentosa aqui da minha cidade e que acontece em um final de semana do ano (mas que deveria acontecer pelo menos a cada semestre). O show do ano passado contou com um pouco de pop, jazz e muitos musicais e princesas da Disney, então nem precisa dizer que amei, né?

Esse ano, aconteceu nos dias 13 e 14 de agosto e eles apostaram mais no rock, sem esquecer o pop, e foi igualmente maravilhoso. Os musicais e as princesas da Disney deram lugar a uma sessão nostalgia incrível, com os temas de Dragon Ball, Pokemon, Cavaleiros dos Zodíaco, Power Rangers e até Digimon em japonês!!!

Eu fui no domingo, dia dos pais, com uns amigos e a família toda reunida, porque o paizão ama música, teatro e toda essa vibe que claramente eu tive de quem herdar. A bateria do celular acabou logo, antes mesmo de eu gravar metade daquilo que gostaria, mas o importante é que foi lindo e meu pai saiu dizendo que foi o melhor presente do dia dos pais que ele poderia ter recebido. Obrigada, pessoal do New Time!

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Teve discurso sobre feminicídio e assédio contra mulher depois de uma apresentação maravilhosa, com muita dança e uma voz incrível. Teve coral da Universidade Federal cantando Bohemian Rhapsody, minha parte preferida do show, diga-se de passagem. Teve tema de Strange Things no teclado (o que me lembrou de que preciso ver essa série), homenagem ao vocalista da Motorhead, com direito a figurino e voz parecidíssimos e teve também os Village People devidamente caracterizados cantando Macho Man para encerrar o show.

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Fiz um compilado com o pouquinho que consegui gravar do show, espero que gostem tanto ou mais do que eu. E para maiores vídeos e informações, sigam o instagram do grupo, @newtimeshow.

 Imagem de Amostra do You Tube

Book Club | Confissões de uma viciada em livros

Em 15.08.2016   Arquivado em Book Club, Livros

Eu vi essa tag no Beyond Cloud Nine esses dias, achei super legal e sugeri para as meninas que fosse o tema da blobagem coletiva do Book Club esse mês. Sendo assim, hoje vocês vão conhecer alguns dos meus gostos, hábitos e vícios quando se trata de livros. Vem cá!

1- Livro impresso ou e-book?2016-08-15 10.16.38Livro físico, sempre! Amo passar as páginas, sentir o cheirinho, colocar na estante… Mas comprei um kindle recentemente e estou me adaptando muito bem aos livros digitais, afinal são mais práticos, mais baratos e ocupam menos espaço. Mas isso não quer dizer que eu vá deixar de passar na livraria e trazer meus livros impressos pra casa, de jeito nenhum!

2- Qual é o livro que você mais leu?2016-08-15 10.19.00Provavelmente é Orgulho e Preconceito. Li a primeira vez uma versão reduzida em inglês e só depois comprei minha edição na íntegra e em português, quando reli – ou li, de fato, pela primeira vez -. E então eu comprei outra edição, porque a minha ficou emprestada a uma amiga e reli mais uma vez. Sem contar as várias vezes que eu abri para procurar alguma parte em especial.

3- Qual é o estilo literário que é o seu favorito no momento?
Sinceramente não sei responder. Eu sempre gostei muito de romances, mas ultimamente é o que menos tenho lido.

4- Qual é o estilo literário que você menos gosta?
Confesso que torço o nariz para distopias, mas provavelmente é porque ainda não tive coragem de sair da minha zona de conforto e encarar esse tipo de leitura por vontade própria.

5- Qual é o livro que você pagou mais barato?2016-08-15 10.20.39 Acho que foi Homens, Mulheres e Filhos – minha leitura atual para um trabalho da faculdade – e que eu comprei no Salão do Livro da minha cidade por 15 reais. Um achado.

6- Qual é o livro que você pagou mais caro?
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Sherlock: The Casebook, sem dúvidas.  Só pelo fato de eu ter pago em libras por ele já dá para sentir o quanto pesou no meu bolso hahaha Mas é um dos meus xodós <3

7- Qual é o livro que você mais quis ou quer no momento?
Estou (de novo) na fase de querer ler tudo que John Boyne escreve, então tenho paquerado muito os livros dele na livraria aqui perto de casa. Mas ando querendo muito ler Neil Gaiman e penso em começar por Lugar Nenhum.

8- Escolha um livro e compartilhe uma história.
2016-08-15 10.21.18Mosquitolândia
conta a história de Mim Malone, que mora com o pai e a madrasta e toma remédios contra a própria vontade. Ao descobrir que a mãe está doente, Mim foge de casa e embarca em um ônibus com destino a seu verdadeiro lugar, o lar de sua mãe, e acaba encontrando alguns companheiros de viagem muito interessantes pelo caminho. É um daqueles livros que parecem ser simples mas são de uma intensidade incrível, cheio de passagens que fazem a gente pensar em coisas que a gente talvez nunca tinha prestado atenção antes.

9- Quantos livros você tem?
Atualmente, na minha estante, 58. Mas ainda tem uns 20 emprestados por aí, e mais uns tantos espalhados pelo resto da casa.

10- Qual é seu lugar favorito pra comprar livros?
Lojas online, porque é onde são mais baratos (apesar do frete para o nordeste sempre ser exorbitante). Mas eu AMO vagar pelas livrarias físicas folheando os livros e conhecendo novos, sempre que sobra um dinheirinho eu trago algum para casa, mesmo que esteja mais barato na internet.

11- Você tem algum livro que se arrepende de ter comprado?
Eu poderia citar os primeiros da série House of Night que comprei no auge dos meus 13 anos, mas acho que o fato de eu ter comprado mais dois depois do primeiro não demonstra muito arrependimento, hahaha. O mais próximo que já cheguei de arrependimento por ter comprado um livro foi com Depois de Você, da Jojo Moyes. Sim, eu não gostei da continuação. Sim, achei completamente forçada e desnecessária e sim, eu não quis o livro na minha estante. Vou deixar o vídeo que fiz sobre ele aqui e sair correndo das pedras que vocês estão me atirando.

12- Mostre seu livro favorito.
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Ai, difícil essa, hein?! Vou aproveitar que Como Eu Era Antes de Você está emprestado e mostrar Orgulho e Preconceito.

13- Qual foi a primeira vez que você leu um romance?
Ih, gente, não faço ideia!

Então é isso, se ainda não conhece o Book Club e quer participar das nossas blogagens coletivas e leituras do mês é só pegar sua carteirinha aqui 🙂

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